Blog

Doenças crônicas e degenerativas

21/07/2017 11:47:56

O que está por trás do mal que acarreta em 36 milhões de mortes ao ano no mundo e o que fazer para evitá-las.


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as DOENÇAS CRÔNICAS são as principais causas de morte no mundo. Mas você sabe qual é a origem delas? Até pouco tempo, a inflamação foi considerada simplesmente como uma reação da defesa orgânica contra agressões internas e externas. Contudo com a evolução das pesquisas, chegou-se a conclusão de que o processo inflamatório persistente, muitas vezes sem sintomas, é a fonte causadora de diversas doenças como: infarto do miocárdio, diabetes, derrame cerebral, aterosclerose, obesidade, hipertensão, alguns tipos de câncer, envelhecimento precoce, Alzheimer, deformações estéticas, entre outras.


QUAL A JUSTIFICATIVA?


A resposta está nos maus hábitos alimentares. A incidência do desequilíbrio alimentar, principalmente na dieta ocidental, é alarmante. A evidência disso está na quantidade de pessoas doentes e principalmente na estatística dos tipos de doenças que surgem nas clínicas e hospitais. Nos costumes ocidentais, o consumo de alimentos “Pró-inflamatórios” é de 20 a 50 vezes maior do que alimentos “Antiinflamatórios”. Esse desequilíbrio desestabiliza as substâncias (hormônios) que controlam a inflamação no organismo. A boa notícia é que podemos evitar ou tratar esta gama de doenças, através de mudanças simples nos hábitos alimentares e do estilo de vida.


INFLAMAÇÃO CRÔNICA VS. DOENÇAS


A inflamação crônica pode causar alterações nas células, contribuindo para a sua destruição prematura e na sequência o surgimento de enfermidades. Durante muitos anos somente houve relação desse tipo de inflamação descontrolada com doenças auto-imunes, como por exemplo, a artrite e doenças reumáticas. Mas modernamente chegou-se a conclusão de que a inflamação está relacionada a doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, asma, e até Alzheimer.


CONTROLE DA INFLAMAÇÃO ANORMAL


O organismo humano controla a inflamação utilizando hormônios que intensificam ou diminuem. Este mecanismo de ordem endócrino (hormônios) permite que a inflamação ocorra quando necessário, principalmente para reparar lesões ou na proteção de alguma infecção. Portanto a inflamação é uma atitude orgânica com a finalidade de defesa que deve agir no momento conveniente e cessar quando cumprida a missão. Os alimentos que consumimos tem uma real importância na produção desses hormônios. Assim sendo o equilíbrio nutricional tem suma importância afim de evitar o excesso de situações inflamatórias sem necessidade.


PROSTAGLANDINAS: HORMÔNIOS REGULADORES


As prostaglandinas são divididas em famílias denominadas de séries, e a produção de um ou de outro depende da fonte do ácido graxo precursor. As prostaglandinas da série 1 e 2 são provenientes dos ácidos graxos ômega 6 (ácido linoléico), e a da série 3 dos ácidos graxos ômega 3 (ácido alfa-linolênico).

O organismo humano transforma o ácido linoléico (ômega 6) em ácido dihomo-gama linoléico (DGLA) e em ácido araquidônico (AA). As prostaglandinas da série 1 são fabricadas a partir do DGLA e são antiinflamatórias. As prostaglandinas da série 2 são fabricadas a partir do AA (ácido aracdônico) e são pró-inflamatórias. O ácido aracdônico (AA) pode ser ingerido diretamente através da alimentação de origem animal (carne vermelha, ovo, leite, etc.). As prostaglandinas da série 3 tem origem nos ácidos graxos da família ômega 3 (EPA e DHA), e tem uma ação antiinflamatória específica. O organismo humano transforma o ácido alfa-linolênico (ALA) dos vegetais em eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosaexanóico (DHA). Pode-se consumir ômega 3 diretamente na dieta, consumindo peixes de origem marinha (atum, salmão, bacalhau, sardinha, cavala, etc.) e também no óleo de semente de linhaça, óleo de cártamo, nozes e vegetais de folhas verdes.


O QUE COMER E QUAL A PROPORÇÃO


O segredo está na proporção de alimentos e suplementos que devemos consumir para manter o balanceamento dos ácidos graxos pró-inflamatórios e antiinflamatórios. Esta proporção recomendada varia de país para país, pois os hábitos e os estilos de vida são diferentes. A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza a proporção de 5:1 a 10:1 (sendo a primeiro número em ômega 6 e o segundo em ômega 3). Outros países que ostentam a longevidade como o Japão (2:1 a 4:1), Suécia e França (5:1), Canadá (4:1 a 10:1), etc.


Veja abaixo algumas dicas importantes para prevenir doenças crônicas e comece desde já a mudar seus hábitos de vida:


DIMINUIR ALIMENTOS PRÓ-INFLAMATÓRIOS: Carnes de gado e porco, embutidos, pele de galinha e peru, leite e seus derivados, gema de ovo, alimentos de índice glicêmico alto (pão francês, farináceos, arroz branco, açúcar refinado, etc.), bebidas alcoólicas, etc.

AUMENTAR ALIMENTOS ANTIINFLAMATÓRIOS: Peixes de águas frias (salmão fresco, sardinha, bacalhau, atum, cavala, etc); Semente de linhaça triturada na hora do consumo; Vegetais de folhas verdes; Algas marinhas; Azeite de oliva no preparo da comida em vez de soja, milho, canola ou girassol. Em geral as frutas e verduras são alimentos que reforçam o processo antiinflamatório.

COMO GARANTIR E OTIMIZAR A DIETA: A suplementação pelo consumo de cápsulas de ômega 3 (mínimo de 2 a 4g ou de 4 a 8 cápsulas de 500mg) ou consumir em torno de 450g de salmão fresco todos os dias.


Faça seu comentário:

País:

Atuação profissional: