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Os perigos dos campos eletromagnéticos: você precisa se proteger

14/10/2019 14:09:59

Há muita controvérsia sobre este tema, mas muitos especialistas garantem que, apesar da negação da indústria, os campos eletromagnéticos (EMF, do inglês Electromagnetic Field) vindos de diversas fontes, como telefones celulares, notebooks, Wi-Fi, radares, linhas de alta tensão podem impactar a saúde dos seres vivos.

Os campos eletromagnéticos (EMF) emitem determinados espectros de frequências. Os de frequência mais alta têm maior energia e comprimento de onda mais curtos. Os campos de frequência mais baixa possuem menos energia e comprimento de onda mais longos. Estamos naturalmente expostos a campos eletromagnéticos naturais, como os da Terra e do Sol. Entretanto, nos últimos 100 anos, passamos a receber o impacto de campos emitidos por aparelhos fabricados pelo homem, numa intensidade sem precedentes na história evolutiva do ser humano.

A lista abaixo mostra fontes comuns de EMF, da menor para a maior frequência/energia:

  • Alimentação CA (50 a 60Hz)
  • Ondas de TV e rádio
  • Sinais de telefone celular
  • Wi-fi
  • Micro-ondasAlgumas redes de telefones celulares e Wi-Fi
  • Raios infravermelhos
  • Luz visível
  • Luz ultravioleta (UV)
  • Raios X
  • Raios gama
  • Raios cósmicos

As frequências mais altas, da luz UV até os raios cósmicos, a radiação é considerada ionizante, o que significa que a energia é forte o suficiente para quebrar ligações moleculares e arrancar elétrons dos átomos. A radiação ionizante é um agente cancerígeno conhecido.

A radiação não-ionizante abrange frequências abaixo da luz visível, e inclui todos os dispositivos eletrônicos e de telecomunicações.


Qual é a controvérsia que envolve os EMF?

Dependendo de quem você pergunta, a resposta varia bastante. As empresas de tecnologia afirmam que Wi-Fi, telefones celulares e similares são seguros. As agências governamentais também não consideram os emissores de baixa frequência prejudiciais. No entanto, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (parte da Organização Mundial da Saúde) classifica os campos eletromagnéticos de baixa frequência como um "possível carcinógeno humano" com base em dados observados em humanos e em pesquisas com animais.

No momento em que nossa exposição a campos eletromagnéticos aumenta de forma crônica com redes espalhadas por todo o planeta, pontos de acesso Wi-Fi onipresentes e smartphones que nunca saem do nosso lado, precisamos avaliar criticamente essa exposição. O problema é que a maioria dos problemas relacionados à radiação não-ionizante podem levar meses ou anos para se desenvolver.


O que sabemos sobre os campos eletromagnéticos não-ionizantes?

A radiação de baixa frequência interfere nos canais de cálcio celulares dependentes de voltagem. Esses canais regulam o influxo de cálcio para a célula, permitindo que ela realize processos biológicos essenciais, incluindo contrações musculares, liberação de hormônios e neurotransmissores, expressão gênica, atividade enzimática e muito mais.

Campos eletromagnéticos podem abrir estes canais permanentemente, iniciando um fluxo maciço de cálcio para dentro das células, podendo levar ao estresse oxidativo, danificar o DNA e provocar morte celular. São efeitos que podem induzir ao desenvolvimento de várias doenças, incluindo o câncer. -


Cinco perigos potenciais da exposição contínua a campos eletromagnéticos

Pode ser que você esteja dormindo com seu smartphone ao lado de sua cama. Talvez o seu local de trabalho esteja equipado com redes Wi-Fi de alta velocidade. Sua casa pode ter cortinas elétricas. E mesmo que não tenha, seu vizinho pode ter tudo isso e você recebe estes campos da mesma forma. O fato é que estamos totalmente expostos a estes campos eletromagnéticos de baixa frequência.

Veja abaixo o que algumas pesquisas mostram sobre a exposição a campos eletromagnéticos e seus efeitos adversos para a saúde:


1. Câncer

Há uma controvérsia bem estabelecida nos círculos científicos: telefones celulares causam câncer no cérebro? Existem muitos artigos publicados que mostram um risco aumentado de câncer no cérebro em pessoas que usam telefones celulares. E esses tumores aparecem mais do mesmo lado da cabeça em que o telefone foi usado.

Apesar desses indícios, não há uma comprovação clara. O que dizem os especialistas nessa área? Que devemos usar o princípio da precaução. Evitar o uso de telefones celulares por tempo prolongado. Sempre que possível use o viva-voz. Nunca deixe crianças usarem telefones celulares para fazer chamadas. Como a espessura do crânio delas é menor, estão mais expostas aos efeitos da radiação no local.


2. Efeitos neurológicos

Os neurônios têm a maior densidade de canais de cálcio do que todos os outros tipos de células humanas, o que significa dizer que o cérebro pode ser mais suscetível aos efeitos dos campos eletromagnéticos. Em estudos com animais, a exposição à radiação de baixa frequência danificou neurônios, produziu alterações na estrutura cerebral, comprometeu a cognição e provocou inflamação cerebral.

Existem ainda trabalhos epidemiológicos que identificaram distúrbios neurológicos, incluindo dor de cabeça, fadiga crônica, insônia, irritabilidade, falta de concentração e depressão à exposição a campos eletromagnéticos. E esses quadros estavam associados a pessoas que viviam próximas a redes de alta tensão, redes de transmissão, antenas de telefonia celular etc.


3. Distúrbios da tireoide

A liberação de hormônios da tireoide, depende dos canais de cálcio voltagem dependentes, que podem sofrer interferência dos campos de baixa frequência. As frequências de Wi-Fi e telefone celular alteraram os níveis de TSH, T3 e T4 em camundongos expostos, em comparação com os camundongos do grupo controle. Alguns estudos descobriram que mais tempo gasto em telefones celulares se correlacionava com níveis aumentados de TSH e níveis mais baixos de T3 e T4. Um estudo interessante comparou trabalhadores de computadores a pessoas cujas ocupações não estavam centradas no uso de computadores. Os autores relataram menor TSH, T3 e T4 nos trabalhadores de informática e também relataram que a suplementação de zinco ajudou em algumas dessas alterações. O zinco, juntamente com selênio e iodo, apoiam a função da tireoide.


4. Problemas de fertilidade

Parece que os campos eletromagnéticos podem induzir efeitos prejudiciais à fertilidade masculina. Os homens geralmente são instruídos a manter os computadores longe do colo para evitar superaquecimento e danos a uma área sensível. Entretanto não se trata apenas do calor: após a exposição à radiação do telefone celular, o sêmen humano apresentou maiores níveis de oxidação, bem como diminuição da motilidade e viabilidade dos espermatozoides.

Da mesma forma, homens que compareceram a uma clínica de infertilidade e que relataram uso frequente de telefone celular apresentaram menor número de espermatozoides, motilidade e variabilidade. Este estudo mostrou que a exposição a EMF também foi correlacionada com danos no DNA do espermatozoide, menores níveis de testosterona e maior queixa de disfunção erétil.


5. Sono

Vários estudos indicam que a exposição a telefones celulares, Wi-Fi e outros campos eletromagnéticos pode diminuir os níveis de melatonina, interrompendo o ritmo circadiano e o sono. Aparelhos eletrônicos não são propícios para um sono saudável. Desligue-os ou, melhor ainda, nem os leve para o quarto.


Como reduzir a exposição a campos eletromagnéticos?

Mesmo que não tenhamos evidências mais claras, não há como afirmar que podemos ignorar o problema da exposição a campos eletromagnéticos de baixa frequência. Encare-os como uma toxina ambiental, que contribui para o estresse oxidativo e que deve ser modulada.

Procure um profissional credenciado pelo Método QuantumBIO se acreditar que sua condição de saúde pode estar comprometida por campos eletromagnéticos.

Enquanto isso, considere as seguintes recomendações:

  • Não dê telefones celulares para seu filho antes de entrar na adolescência;
  • Use o viva-voz sempre que possível e evite carregar o aparelho junto ao corpo;
  • Não use o telefone quando estiver dirigindo. O sinal reverbera no teto e o deslocamento acaba exigindo que o aparelho fique buscando a rede mais próxima;
  • Desligue o roteador Wi-Fi à noite;
  • Evite morar ou trabalhar perto de linhas de alta tensão;
  • Repense sua casa “inteligente”, pois ela aumenta o número de equipamento ligados no WiFi;
  • Seja cético em relação aos escudos, pedras e gráficos de proteção. Este é um dos poucos casos onde a fé não ajuda muito.

Para saber mais sobre esse assunto, clique aqui.


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