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Parasitas e Distúrbios: Conheça a ação de alguns parasitas sobre o organismo humano.

21/07/2017 18:08:32

INTRODUÇÃO ÀS PARASITOSES

A associação entre dois organismos de diferentes espécies denomina-se simbiose. Essa associação, que se dá por motivos diversos como locomoção, habitação ou necessidades nutricionais, pode ser favorável a apenas um dos organismos, sem prejudicar o outro, ou mesmo ser benéfica para os dois 1.


Chama-se de parasitismo a relação simbiótica que acontece quando apenas um dos organismos, o menor, denominado parasito, se beneficia de uma associação duradoura e íntima com o organismo maior, chamado de hospedeiro. Parasitos são considerados organismos agressores enquanto que os hospedeiros, que podem ser pessoas, animais ou plantas, são os organismos agredidos.


Contrário ao que se pensa, nem sempre o parasito provoca doença grave no hospedeiro. Isso acontece pelo fato de que se o parasito matar o hospedeiro, ele também morre. Então, o que acontece muito comumente é uma doença branda, ou mesmo assintomática, na qual o parasito e o hospedeiro vivem em um equilíbrio mantido pelo sistema imune do próprio hospedeiro. Entretanto, algumas vezes pode haver doença grave 1.


Por causa dessa definição bem geral, todo o ser vivo de tamanho menor que utilize o homem como hospedeiro, seja ele vírus, bactéria, fungo, protozoário, helminto ou artrópode é um parasito. Porém, a disciplina de parasitologia estuda apenas os protozoários, os helmintos e os artrópodes.


Convém lembrar que protozoários são organismos unicelulares, por exemplo, o toxoplasma, os tripanossomas e leishmânias. Já os helmintos são organismos pluricelulares como as tênias e as lombrigas e, por fim os artrópodes, que são também pluricelulares, como carrapatos, sarnas e piolhos 1.


Parasitoses são consideradas como uma questão relevante para a saúde pública, tanto no mundo quanto no Brasil, devido à alta prevalência de parasitos que infectam a população. “Infecções por parasitos afetam milhões ao redor do mundo causando convulsões, cegueira, infertilidade e até a morte”, afirma o diretor do CDC (Centro de Controle de Doenças, Atlanta, EUA) 2. No Brasil, a prevalência de parasitos intestinais (endoparasitos) foi estimada de 15% até 80% dependendo da população em estudo 3.


COMO AGEM OS PARASITAS NO ORGANISMO


Um parasito pode causar prejuízos ao hospedeiro por formas de ação conforme as listadas a seguir.


  • Ação Obstrutiva: ocorre quando o parasito obstrui partes do organismo, impedindo-as de funcionar. O Ascaris lumbricoides 4, que pode medir cerca de 15 cm de comprimento e tem aproximadamente meio centímetro de diâmetro, vive solto no intestino delgado e pode causar a obstrução do canal que liga a vesícula ao duodeno, dificultando a liberação da bílis. Já o verme nematóide Wuchereria bancrofti 5, obstrui os canais linfáticos inguinais, causando a elefantíase (engrossamento das pernas).
  • Ação Compressiva: devido a seu crescimento e desenvolvimento, o parasita comprime os órgãos próximos ao local onde habita, provocando alterações estruturais nos tecidos e, consequentemente, graves perturbações nas suas funções. Por exemplo, o Echinococcus glanulosus (popularmente, “tênia anã”), que tem o cão como hospedeiro definitivo, quando na forma de cistos, pode se instalar no fígado ou no cérebro do homem, nesse caso o hospedeiro intermediário e atingir o tamanho de uma laranja (entre 5 até 10 cm) 6. O Cysticercus cellulosae, forma larvária da Taenia solium, quando se aloja no globo ocular, desloca e comprime a retina, podendo causar cegueira 7. A Neurocisticercose é, segundo estudos, causadora da epilepsia 8. O parasito Toxoplasma gondii, tem os felinos (gatos) como hospedeiros definitivos e os outros animais, como o homem, os hospedeiros intermediários. No homem, o toxoplasma pode se alojar no cérebro e na retina. A doença causada por esse parasito é chamada de toxoplasmose e, geralmente, não apresenta sintomas iniciais. Entretanto, quando há sintomas, estes, muitas vezes, se assemelham a uma gripe forte, fazendo com que a pessoa infectada procure tratamento tardio. Os sintomas tardios do toxoplasma, às vezes são confundidos com os de algum tipo de tumor (benigno ou não). É importante salientar que estudos sugerem que a toxoplasmose deve ser considerada como fator de risco para a epilepsia 9, 10, 11. Todas as pessoas que têm distúrbios mentais, sentem tonturas eventuais, desmaios ou desvios de raciocínio, poderiam investigar, através da Biorressonância, a presença energética desse parasita.
  • Ação Destrutiva: uma ação muito comum nas parasitoses, quando o parasito atua sobre células e tecidos. Por exemplo, os parasitas causadores da malária, ao fim do ciclo, agridem e provocam o rompimento dos glóbulos vermelhos, ocasionando a sua destruição. Os vermes ancilostomídeos, por questão das suas peças bucais, arrancam pedaços das mucosas intestinais, provocando sangramento e ulcerações 26. O parasito Leischmania braziliensis pode afetar seriamente os tecidos e deformar, por exemplo, a face do indivíduo 27.
  • Ação Pungitiva: a forma de ação de certos tipos de artrópodes hematófagos, tais como borrachudos ou mosquitos, é do tipo pungitiva ou dolorosa. A dor é causada pela picada do inseto 12, 13.
  • Ação Alergizante: causada por alguns parasitas que tem a propriedade de sensibilizar o organismo humano, causando fenômenos alérgicos, que podem ser locais ou gerais. Os parasitos de ação superficial (mosquitos, por exemplo) e externa geralmente causam fatores alérgicos localizados. Já a forma larval do parasito Strongyloides stercoralis, causador da estrongiloidíase, ao passar pelo pulmão, pode desencadear uma alergia generalizada 14, 15.

  • Ação Tóxica: quando os produtos do metabolismo do parasito são tóxicos para o hospedeiro. A toxicidade resulta da inoculação ou da introdução de secreções no organismo.  A ameba Entamoeba histolítica, por exemplo, libera secreções que destroem os tecidos do hospedeiro que estão ao seu redor, quer seja no intestino, fígado ou cérebro 16. No caso do Trypanosoma cruzi, segundo algumas pesquisas, o prejuízo pode ser causado pela ação tóxica de suas secreções, atacando principalmente a tireoide e o coração 17, 18.
  • Ação Espoliativa: nesse tipo de ação, o parasito se alimenta com os nutrientes metabolizados pelo hospedeiro, ou seja, subtrai do hospedeiro as suas necessidades. É a ação mais característica dos parasitas. Nessa atividade, principalmente aqueles que habitam o sistema digestivo, causam carências nutricionais muitas vezes irreversíveis. Causador da Difilobotríase, o parasito Diphyllobothrium latum pode medir mais de 10 metros de comprimento e tem o homem como hospedeiro definitivo. Hospedeiros intermediários, peixes de pequeno porte, terminam sendo ingeridos por peixes maiores que, ou são consumidos pelo homem ou por outros animais silvestres, que também podem ser hospedeiros definitivos. O homem pode se infectar tanto pela ingestão de peixe cru ou mal passado, quanto pela ingestão da carne, também mal cozida, de algum animal infectado. Como todo Cestoide (genericamente chamados de tênias), não tem tubo digestivo e roubam nutrientes por osmose. Os sinais e sintomas da Difilobotríase são variáveis, de acordo com o desenvolvimento atingido pelo parasita no homem. Uma boa parcela de casos apresenta-se de forma assintomática, entretanto, pode ocorrer distensão abdominal, flatulência, cólica abdominal intermitente, emagrecimento, diarreia. Particularmente grave pode ser remoção da vitamina B12. Em torno de 40% dos indivíduos infectados com o D. latum podem apresentar baixos níveis de B12, mas somente 2%, ou menos, desenvolvem anemia clínica 19. É necessário procurar tratamento. Um artigo da ANVISA afirma ser o salmão a espécie mais comum de transmissão do Diphyllobothrium spp., mas não a única. Entretanto, a prevenção, nesse caso, é simples! Cozinhe bem qualquer tipo de carne antes de consumi-la ou congele-a por pelo menos -20°C (menos vinte graus centígrados) por um período mínimo de 7 dias ou menos -35°C (menos trinta e cinco graus centígrados) por um período de no mínimo 15 horas, condição suficiente para matar o transmissor 20.
  • A Giardia lamblia também exerce a ação espoliadora, mas de forma indireta. Pela sua população, que chega a milhões no organismo do hospedeiro, atapetam a face interna do duodeno, dificultando a absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis. Esta ação causa a persistência da gordura no intestino delgado, causando diarréia em consequência da irritação. Esta situação é conhecida também como esteatorréia 21.
  • Ainda com forma de ação espoliadora, um dos mais comuns parasitos no ser humano, o Ancylostomas duodenalis, normalmente se aloja no duodeno e pode causar sintomas de refluxo digestivo e também anemia 22.
  • Ação Irritativa: deve-se à presença constante do parasito que, sem produzir lesões traumáticas, irrita o local parasitado. Como exemplo, temos a ação das ventosas dos Cestoda (tênia, por exemplo) 23 ou dos três lábios do Ascaris lumbriocoides na mucosa intestinal 24.
  • Ação Enzimática: é o que ocorre na penetração da pele por cercárias de S. mansoni; a ação da Entamoeba histolytica 25 ou do Ancylostomatidae spp. 26 para lesar o epitélio intestinal e, assim, obter alimentos assimiláveis.


FONTES DE INFESTAÇÃO PARASITÁRIA


  • O homem pode se infectar ingerindo água, verduras, legumes, frutas, carnes mal passadas ou cruas, alimentos em geral que estão contaminados com as formas infectantes dos parasitos. Crianças se contaminam brincando na areia, adultos podem se contaminar na terra dos jardins. Banheiros públicos com poucas condições de higiene devem ser evitados. Também deve-se considerar como fonte de infecção o contato com animais domésticos ou silvestres infectados, ou seja, gatos, cachorros, pássaros, entre outros 1.


COMO AGE O MÉTODO QUANTUMBIO


  • A Linha BioSymbio é constituída por três produtos que atuam na simbiose orgânica. Agem energeticamente, equilibrando o conjunto de parasitas negativos com os microrganismos positivos, criando assim um ambiente frequencial inóspito para os parasitas indesejáveis, e com isso facilitando sua destruição pelo sistema imunológico. Sua ação é biofísica e baseada nos conceitos da física de frequência, vibração e ressonância.
  •  Não há nenhuma contraindicação para o seu consumo, pois agem somente neutralizando vibrações negativas, preservando microrganismos favoráveis a nossa flora intestinal.

INFORMAÇÃO IMPORTANTE

  • As informações e conselhos disponibilizados no presente material não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
  • Nenhum dos produtos apresentados no presente material substitui o uso de medicação convencional, tratando-se de suplementos ou essências vibracionais que auxiliam no reequilíbrio energético do organismo.

Referências:

  1. David Pereira Neves e Thelma de Filippis. Parasitologia Básica 3ª edição. Editora Atheneu- 2014.
  2. https://www.cdc.gov/media/releases/2014/p0508-npi.html  acesso em 11/04/ 2017.
  3. http://www.bio-brasil.com/tftest/conteudo/Plano_Nacional.pdf  - página 10 acesso em 11-04 2007.
  4. http://www.inf.furb.br/sias/parasita/Textos/Ascaridiase.html  acesso em 17/04/2017.
  5. http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=105&sid=2 acesso em 17/04/2017.
  6. http://www.ufrgs.br/depbiot/206/egranu.htm acesso em 17/04/2017 acesso em 17/04/2017.
  7. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003489101999000500009 acesso em 17/04/2017.
  8. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1535-7597.2004.43008.x/abstract  acesso em 17/04/2017.
  9. http://www.biologico.agricultura.sp.gov.br/artigos_ok.php?id_artigo=70 acesso em 17/04/2017.
  10. https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/toxoplasmose-3/ acesso em 17/04/2017.
  11. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25695802 acesso em 17/04/2017.
  12. http://ccw.sct.embrapa.br/?pg=bloguinho_default&codigo=124 acesso em 17/04/2017.
  13. https://drauziovarella.com.br/?s=mosquitos acesso em 17/04/2017.
  14. http://ftp.medicina.ufmg.br/observaped/artigos_infecciosas/Estrongiloidiase_22_08_2014.pdf acesso em 17/04/2017.
  15. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0482500414002435 acesso em 17/04/2017.
  16. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3104091/ acesso em 17/04/2017.
  17. http://books.scielo.org/id/nf9bn/pdf/dias-9788575412435-03.pdf
  18. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2677559/
  19. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2620636/pdf/0033-08.pdf
  20. http://www.anvisa.gov.br/alimentos/informes/peixe_cru.pdf
  21. https://web.stanford.edu/class/humbio103/ParaSites2006/Giardiasis/introduction.htm
  22. http://www.inf.furb.br/sias/parasita/Textos/ancilostomiases.htm
  23. http://www.ufrgs.br/para-site/siteantigo/Imagensatlas/Animalia/Taenia%20solium.htm
  24. http://www.inf.furb.br/sias/parasita/Textos/Ascaridiase.html
  25. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3104091/
  26. file:///C:/Users/user/Downloads/bs-1628.pdf
  27. https://www.ufpe.br/biolmol/Leishmanioses-Apostila_on_line/origem_classificacao.htm
  28. http://www.ufrgs.br/labacvet/files/Gênero%20Streptococcus%204-2013-1.pdf
  29. http://www.ufrgs.br/labacvet/files/G%C3%AAnero%20Coryne-Rhodo-Trueperella%204-2013-1.pdf
  30. http://emedicine.medscape.com/article/233339-overview
  31. http://www.ufrgs.br/para-site/siteantigo/Imagensatlas/Athropoda/Pediculus%20capitis.htm
  32. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2958185/ 
  33. http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150515_vert_earth_acaros_rosto_ml
  34. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3183577/
  35. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151774912000000300004&script=sci_abstract&tlng=pt
  36. https://drauziovarella.com.br/virus-e-bacterias/herpesvirus/
  37. https://www.cancer.gov/about-cancer/causes-prevention/risk/infectious-agents/hpv-fact-sheet
  38. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC99697/
  39. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4930275/
  40. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5283515/
  41. http://www.mycology.adelaide.edu.au/descriptions/dermatophytes/epidermophyton/


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