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Os animais de estimação também sofrem contaminação por metais tóxicos? - Por Dra. Leniane Silva.

02/07/2018 14:36:28

O assunto está sendo bastante discutido na Medicina Humana, mas não podemos esquecer que hoje os animais de estimação também fazem parte da nossa realidade e do nosso cotidiano. Eles são considerados membro da família e estão sujeitos à exposição de contaminantes como os seres humanos.


No dia a dia, olhamos ao nosso redor e podemos observar que estamos cercados por aparelhos eletrônicos, produtos de limpeza, alimentos embalados com alumínio, tinta de cabelo e vários outros itens que possuem algum tipo de contaminação por metal tóxico.  Os animais de estimação também estão expostos, como, por exemplo, comedouros e bebedouros de alumínio ou plástico, alimentos com embalagens de alumínio e enlatados, adjuvantes em vacinas, produtos para controle de ectoparasitas, alimentos com agrotóxicos, água contaminada e, não esquecer, que vivem no mesmo ambiente que seus tutores, estando sujeito a outros tipos de contaminação.


Como podemos ver, os metais são amplamente utilizados no mundo industrializado e estão por toda parte, afetando o meio ambiente e a saúde de todos. A contaminação ocorre através do ar, água, solo e alimentação. Alguns metais são importantes para o metabolismo do organismo, mas outros são altamente tóxicos, vai depender da dose, via e tempo de exposição, podendo haver uma toxicidade aguda ou levar a processos crônicos degenerativos mais severos como o câncer.


A principal característica do metal tóxico ou metal pesado é reduzir a ação de minerais essenciais específicos, levando ao aumento de radicais livres, interferindo na permeabilidade das membranas celulares, causando lesões em mitocôndrias, alterando enzimas, neurotransmissores e hormônios. Os metais tóxicos além de permanecerem nos vasos sanguíneos, se depositam nas células do fígado, pulmão, ossos, cérebro, músculos, dentre outros órgãos, impossibilitando assim sua detecção através de exames laboratoriais tradicionais.


A barreira intestinal, através da mucosa e da microbiota, é fundamental para impedir a entrada de patógenos e metais tóxicos que estão presentes na luz intestinal.  Contudo, muitas pessoas e animais não apresentam a mucosa intestinal saudável, devido diversos fatores como o uso indiscriminado, em excesso e de forma crônica de anti-inflamatórios, corticoides e antibióticos, que levam à um desequilíbrio da microbiota, causando uma disbiose e um quadro inflamatório crônico dos enterócitos, não podendo a barreira intestinal desempenhar seu papel.


Os metais que mais intoxicam os animais de estimação são:


  • Chumbo

Fonte de contaminação: água tratada, pesticida em alimentos, poluição ambiental, latas com solda de chumbo.

Sintomas: se acumula nos ossos, cérebro, glândulas, pelos e pode causar lesão nos rins, fígado, coração e sistema nervoso, levando a dores nas articulações, indigestão, cansaço, confusão mental, dificuldade de dormir, hipertensão arterial, anemia, neuropatia, doenças renais e câncer.

 

  • Mercúrio

Fonte de contaminação: agrotóxicos, pesticidas, alimentação, peixes contaminados, água.

Sintomas: dificuldade visual, redução da memória, cansaço, sonolência, ansiedade, tremores nos membros, convulsões, queda da imunidade, alergias respiratórias, ataxia.

 

  • Alumínio

Fonte de contaminação: água tratada, embalagens de alimentos forradas com alumínio, panelas de alumínio, antiácidos, vacinas, piscinas, comedouros e bebedouros de alumínio.

Sintomas: dificuldade respiratória, dificuldade de memória, esclerose cerebral, ansiedade, depressão, dores musculares crônicas, fadiga, convulsões, anemia, funções hepáticas e renais reduzidas. Doenças associadas: Alzheimer e Parkinson em humanos.

 

  •  Cádmio

Fonte de contaminação: fumaça de cigarro, enlatados, água, fertilizantes, pesticidas.

Sintomas: dores nas articulações, náuseas, vômitos, falta de apetite, cansaço, hipertensão arterial, câncer de próstata e pulmão. A intoxicação crônica prejudica os rins.

 

  • Arsênico

Fonte de contaminação: agrotóxicos, hortaliças, carne de frango.

Sintomas: dermatite, câncer fígado, pulmão e linfático, hipotireoidismo.

 

  • Níquel

Fonte de contaminação: aço inox, gorduras e óleos hidrogenados (margarina), alimentos refinados e processados, fumaça de cigarro.

Sintomas: alergias (dermatites com prurido) e cancerígeno (câncer de pulmão).

 

Através da quelação, se consegue remover os metais do organismo e reduzir seus efeitos tóxicos.  O trabalho é realizado pelos agentes quelantes que se ligam aos metais e formam estruturas que são excretadas pelo organismo.

Para realizar esse tratamento é necessário um profissional qualificado, que seja capaz de realizar uma análise no organismo para detectar qual é o nível de contaminação e assim definir o melhor protocolo de harmonização. 


Por Dra. Leniane Silva Nogueira

Médica Veterinária - CRMV-RJ 6461

www.veterinariaintegrativa.com.br

Terapeuta Integrativa – ABRATH / CRTH-BR 2462


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