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O cérebro e o intestino.

21/07/2017 15:07:08

Todos sabemos que somos frutos do encontro de duas pessoas; salvos os eventos da clonagem, continuaremos originários do esperma e do óvulo. Em sequência a fecundação, ocorre uma fantástica evolução fetal num período aproximado de 9 meses no ventre materno e posteriormente somos expostos ao mundo externo, continuando a evoluir até completar 21 anos aproximadamente. Após esta idade, considerando estados normais, o organismo inicia um processo de degradação assintomática até mais ou menos 35 anos. Após, em consequência da degeneração, inicia-se o período sintomático, apresentando fatores de desconforto, que são sinais dos distúrbios nos pontos críticos do organismo.


ESQUEMA DA EVOLUÇÃO E DEGRADAÇÃO ORGÂNICA





MOTIVOS DA DEGRADAÇÃO


Desde o período fetal até o término de nossas vidas, precisamos de fatores intrínsecos de sustentação. Tais fatores abrangem as necessidades orgânica, mental e social, e se resumem no aspecto nutricional e estilo de vida. O ser humano, na evolução de sua espécie e devido a sua capacidade criativa, gerou incrementos positivos e negativos que vieram alterar os méritos orgânicos e forma de viver. Com os adventos da facilidade de comunicação e da migração, houve a mudança dos hábitos e costumes. A mudança milenar das características orgânicas não consegue e nem conseguiu acompanhar as variações quase que repentinas das incidências dos “fast foods”, dos aditivos químicos alimentares, da presença dos agrotóxicos, da poluição e também do estilo de vida. Como conseqüência das alterações na forma de viver, criou-se um “relógio social” que na maioria das vezes contraria o relógio biológico. Os compromissos e obrigações sociais normalmente são fontes geradoras de doenças de ordem psicossomática. Resumindo: A fuga do homem do seu comportamento natural é o principal foco da degeneração precoce do ser humano.


FATORES DA DEGENERAÇÃO


A descaracterização dos hábitos naturais do homem e a dificuldade de adaptação para com as mudanças, associada a sua incompatibilidade aos fatores genéticos, são justificativas básicas incidentes na degeneração precoce do ser humano. De outra forma, a harmonia bioquímica do organismo é muitas vezes quebrada pelas agressões constantes, pois o seu mecanismo de defesa em muitas ocasiões não consegue desviá-las e nem destruí-las por serem fatores imprevistos e em outros momentos, pela sua própria incapacidade imunológica. Resumindo: o não atendimento das necessidades orgânicas, seja pela nutrição, seja pelos fatores sociais, somados aos elementos agressores, são ingredientes básicos que provocam os desequilíbrios orgânicos. Estes por sua vez, são geradores do descompasso funcional, principalmente dos sistemas digestivo, hepático e circulatório, que são fontes primeiras no processo de alimentação das funções vitais que é o nosso cérebro. A degradação cerebral desencadeia o restante.


SEPARADOS AO NASCER, JUNTOS ATÉ MORRER...


Quando falamos das funções vitais, normalmente esquecemos do processo digestivo que é o processo captador da nutrição orgânica. Neste contexto, o intestino tem suma importância não só na captação de nutrientes, mas também na produção de certos fluídos que o nosso cérebro precisa. O intestino é provido de mais de 1 bilhão de neurônios. Na verdade, o intestino tem a sua própria inteligência, ou seja, ele tem capacidade de reconhecer o que é bom e o que é ruim para o organismo. O intestino e o cérebro tem uma certa semelhança, justamente porque na fase embrionária ambos tem a mesma origem, que é o ectoderma. O entérico é o sistema nervoso do intestino e contém uma rede superior a 1 bilhão de neurônios. Na verdade, o sistema orgânico na parte funcional tem uma parceria constante entre os sistemas nervosos cerebral e o intestinal. Dr. Ménétrier, médico francês na década de 30, já dizia que o mau funcionamento do processo digestivo afeta as funções cerebrais. Resumindo: não se pode desprezar o equilíbrio e a necessidade do bom funcionamento do sistema digestivo, no objetivo de mantermos a eficiência das funções cerebrais, cujo mérito final é evitar o envelhecimento precoce.


A SEROTONINA PARA O CÉREBRO VEM DO INTESTINO...


Na massa cinzenta do sistema nervoso, o que controla a dor, as emoções e o apetite, é um hormônio denominado de serotonina. Recentemente, descobriu-se que aproximadamente 95% desta substância é produzida no intestino através do triptofano, que é o principal aminoácido essencial. Inicialmente, ela circula nos neurônios intestinais, ajudando controlar os movimentos e as sensibilidades e posteriormente, através das células nervosas da medula espinhal é conduzida para o cérebro. Da mesma forma, a acetilcolina é outra substância que segue a mesma trilha da serotonina. Por estes simples fatos, justifica-se o quanto é importante a regularidade do sistema digestivo, principalmente no que se refere à função intestinal. Assim, problemas como prisão de ventre e síndrome do intestino irritável podem ser causados em consequência da deficiência da acetilcolina, que é um neurotransmissor responsável pela comunicação entre os dois sistemas. Resumindo: verificamos, enfim, que a harmonia do processo digestivo tem parceria forte contra a degradação cerebral. 


MEDIDAS PARA MELHORAR O CONJUNTO DIGESTIVO X CEREBRAL


Conforme o bioquímico Roger J. Wylliams, o nosso organismo tem necessidade básica em 44 substâncias essenciais, que são compostas de vitaminas, sais minerais e aminoácidos essenciais, nas proporções adequadas a nível celular. Segundo preceitos modernos de nutrição, podemos dizer que é muito difícil esta prática, sem utilizarmos a complementação ou suplementação, além dos cuidados no balanceamento e combinação de alimentos. No conceito estilo de vida, a busca da harmonia social e manutenção dos fatores emocionais positivos requerem em primeiro plano o equilíbrio orgânico, ou seja, a saúde para enfrentarmos as restrições sociais do dia-a-dia. 


ALGUMAS DICAS NA SUPLEMENTAÇÃO


 


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