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O veneno presente no prato nosso de cada dia

21/07/2017 11:56:18

Saiba como a contaminação através da alimentação está comprometendo a saúde da população e conheça meios naturais de combater essa ameaça.

“Contaminação do organismo pela alimentação é uma questão de saúde pública” - Prof. Kunio Inamoto


Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano. É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). “Os dados sobre o consumo dessas substâncias no Brasil são alarmantes”, disse Karen Friedrich, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa. Segundo o Dossiê Abrasco - um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas.


O ímpeto, a ganância e a falta de informações, assim como o descaso diante das conseqüências no uso dessas substâncias parecem ter se tornado uma prática para algumas indústrias químicas voltadas ao setor da alimentação. É dever das autoridades de saúde alertar e informar os consumidores sobre os cuidados e precauções, freando o crescimento dessa verdadeira “indústria da doença”. Exemplos não faltam.


Recentemente, um trabalho realizado pela Secretaria de Vigilância Sanitária do Paraná revelou que o consumidor paranaense está ingerindo cada vez mais alimentos contaminados por agrotóxicos. O estudo demonstrou que o tomate, a maçã, o morango e o mamão vendidos em supermercados são os alimentos que mais possuem resíduos de pesticidas. Alertou também para a presença de agrotóxicos nos cereais em geral. Segundo a Vigilância Sanitária, entre 407 amostras colhidas, 225 destes tinham presença de substâncias químicas nocivas. Por exemplo, os percentuais de incidências eram altíssimos no tomate, com 98%, morango com 92%, maçã com 96% e o mamão com 63%. Dentre as 225 amostras contaminadas, 118 tinham irregularidades: 65 tinham agrotóxicos proibidos e em 53 excesso no limite permitido pela lei. Foram identificados 21 tipos de venenos, a maior parte do grupo ditiocarbamatos e o endossulfan (organoclorado), os quais também encontrados em 100 amostras de alface, maçã, mamão, morango e tomate. O endossulfan tem uso restringido ou proibido no mundo por ser extremamente tóxico.


AÇÃO DOS AGROTÓXICOS NO ORGANISMO


A maioria dos agrotóxicos (sejam pesticidas, fungicidas ou herbicidas), são venenos formulados para destruir ou matar organismos vivos. Como nós também somos organismos vivos, a sua presença no nosso meio orgânico só pode causar prejuízos. Na composição da maioria dos agrotóxicos, existe a presença de metais tóxicos como o mercúrio, chumbo e outros não menos tóxicos. Praticamente, todos oferecem toxidades cumulativas e podem afetar o Sistema Nervoso, a Medula, os Rins, o Fígado e todo processo Endócrino (hormonal).


Conheça alguns sintomas gerais de contaminação:

  • Falta de disposição / cansaço.
  • Dores musculares e articulares.
  • Ansiedade / depressão.
  • Distúrbios endócrinos (hormonais).
  • Obesidade ou magreza.
  • Cabelos e unhas frágeis.
  • Falhas de memória.
  • Dor de cabeça / enxaqueca.
  • Queda na acuidade visual.
  • Problemas de colesterol e triglicérides.
  • Diabetes.
  • Distúrbios digestivos e intestinais.
  • Disfunções de ordem sexual / impotência.
  • Distúrbios de ordem mental.


Como tais sintomas geralmente estão associados a diversos tipos de doenças, é comum os profissionais da saúde não considerarem os agrotóxicos como possíveis fontes causadoras desses distúrbios.


PREVENÇÃO E CUIDADOS NA ALIMENTAÇÃO


Existem algumas medidas básicas que podem ser adotadas com objetivo de reduzir a incidência de agrotóxicos e aditivos químicos na alimentação. Veja a seguir:

  • Evitar alimentos industrializados.
  • Consumir cereais, frutas, verduras e legumes orgânicos.
  • Cereais orgânicos devem ser bem lavados, pois podem ter contaminação nos meios de conservação nos depósitos.
  • Frutas devem ser lavadas e descascadas, a fim de consumir.
  • Verduras e Legumes, mesmo os orgânicos, devem ser bem lavados para evitar a contaminação por parasitas indesejáveis.
  • Cuidado com fibras e germe de trigo, com sementes germinadas, lecitinas ou derivados de soja existentes no mercado, pois podem conter agrotóxicos.
  • Atenção também com carnes de aves e animais que consomem além de hormônios sintéticos, agrotóxicos contidos nas suas rações.
  • Segundo pesquisas americanas e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, 1/4 de xícara de arroz branco pode conter 7 microgramas de arsênico e o integral, em torno de 10 microgramas.

NA PRESENÇA DE ALGUNS SINTOMAS DE CONTAMINAÇÃO, O QUE FAZER


Se você tem algum distúrbio e já fez vários exames convencionais, ou mesmo  se já fez vários tipos de tratamentos e não teve resultados, ou ainda se teve resultados e os problemas voltaram, siga os passos a seguir:

  • Consulte um especialista em neuroendocrinologia.
  • Se apresentar desequilíbrios nos processos endócrinos, principalmente no que refere ao eixo hipotálamo/hipófise e tireoide, deve-se pesquisar a fonte causadora desse desequilíbrio.
  • Consulte um especialista em Medicina Biomolecular.
  • É interessante a pesquisa na verificação de parasitas indesejáveis e dos metais tóxicos pelo método da Biorressonância.
  • Na presença de elementos tóxicos, fazer a desativação por meios não agressivos.
  • Após a desintoxicação, fazer uma terapia de regeneração orgânica.

SUPLEMENTOS ALIMENTARES RECOMENDADOS NA PREVENÇÃO E TERAPIA


As substâncias tóxicas desestabilizam as funções orgânicas pelo desequilíbrio do metabolismo, portanto, os suplementos alimentares ou alimentos funcionais com características de facilitar o metabolismo ajudam e aceleram o processo de recuperação. Conheça alguns deles e comece desde já a se proteger.


Suplementos alimentares e seus benefícios:




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