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Aditivos químicos alimentares e sua influência na saúde

21/07/2017 11:53:57

Eles estão presentes em praticamente todos os alimentos industrializados. Mas afinal, seu consumo excessivo pode trazer algum risco à saúde?

Praticamente todos os alimentos rotulados são alimentos industrializados e, portanto possuem substâncias químicas que podem afetar a saúde.


Gordura trans, vegetal ou hidrogenada, espessantes, acidulantes, ácido cítrico, ciclamato de sódio, aspartame, conservante antimofo. Você sabe o que está colocando no seu prato quando consome produtos industrializados que contêm essa gama de ingredientes e qual a relação deles com sua saúde? A maioria das pessoas, não. Devido à sua praticidade, os industrializados ocupam uma parcela cada vez maior no mercado de alimentos. Pois o único trabalho que se tem é o de abrir a embalagem e colocá-la, geralmente, no forno de microondas. Definitivamente, os industrializados vieram para ficar, pois representam uma solução confortável para a vida corrida de um mundo cada vez mais globalizado.


Esses alimentos, entretanto, podem ser uma verdadeira armadilha para a saúde, causando alergias, doenças cardiovasculares e até câncer quando consumidos demasiadamente, segundo o nutrólogo Ênio Cardillo Vieira, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e vice-presidente da Academia Mineira de Medicina. “Para tornar esses alimentos mais vistosos, práticos e duráveis, os fabricantes se valem de algumas dezenas de aditivos químicos. Os mais comuns são os corantes, aromatizantes, conservantes, antioxidantes, estabilizantes e acidulantes. São eles os responsáveis por dar sabor, cheiro e aspecto naturais aos alimentos industrializados, além de maior durabilidade. Os embutidos e os enlatados, ou seja, os alimentos cárneos, que dominam a nossa vida, caso dos hambúrgueres, defumados e salsichas, são os grandes vilões”, ataca. “Eles têm alto índice de nitrito, uma espécie de conservante que pode produzir nitrozamina, substância altamente cancerígena. No Japão, há um índice elevado da doença atribuído ao alto consumo de defumados.”


Outra grande vilã é a gordura vegetal hidrogenada, amplamente conhecida como gordura trans. Ela está presente na maioria dos alimentos, como biscoitos (recheados e waffers) - nos quais também são encontrados conservantes, antimofos e corantes. Salgadinhos empacotados, batatas fritas, tortas e bolos prontos, pães doces, pães de forma, sorvete, achocolatados prontos, margarina, requeijão cremoso, pipoca para microondas, temperos prontos, em tabletes ou em pó. “A diferença da margarina para o plástico, inclusive, é de apenas uma molécula”, acrescenta o nutrólogo.


COLESTEROL


Adotada pela indústria como alternativa à gordura de origem animal, conhecida como saturada, a gordura trans foi considerada, por um tempo, por ser de origem vegetal, pouco ofensiva à saúde. Estudos posteriores, porém, descobriram que ela é ainda pior que a saturada, pois aumenta o LDL (colesterol ruim) e baixa o HDL (colesterol bom), causando doenças, sobretudo cardiovasculares, como infarto do miocárdio e derrame cerebral, de acordo com Cardillo. “A gordura de origem animal, por seu lado, não diminuiu os níveis de HDL no organismo”, acrescenta.


É bom ficar atento aos rótulos dos alimentos, que devem trazer por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todas as informações referentes ao conteúdo dos alimentos, como a quantidade de colesterol, de cálcio e de ferro e também se o produto apresenta quantidade igual ou superior a 5% da ingestão diária recomendada (IDR) desses itens.


ALGUNS ADITIVOS E OS EFEITOS COLATERAIS DOS CONSERVANTES


ANTIOXIDANTES: são compostos que previnem a deterioração dos alimentos por mecanismos oxidativos. A oxidação envolve a adição de um átomo de oxigênio ou a remoção de um átomo de hidrogênio das moléculas que constituem os alimentos. Os mais usados são ácido benzóico, nitratos e nitritos. Podem causar alergia, distúrbios gastrointestinais, dermatite, aumento de mutações genéticas, hipersensibilidade, câncer gástrico e do esôfago.

CORANTES: podem ser naturais ou sintéticos - esses, geralmente em pó ou em grãos, são tóxicos. Como, porém, a concentração usada é muito pequena, não chega a ser preocupante. Mesmo assim, certos corantes permitidos no Brasil (a exemplo do Allura) foram proibidos em vários países (como o Canadá), porque podem causar reações alérgicas, convulsões e câncer.

ESPESSANTES OU ESTABILIZANTES: a principal função é aumentar a viscosidade do produto final, bem como estabilizar emulsões. A formação e a estabilização de espuma em vários produtos também são efeitos desses aditivos. Podem provocar irritação da mucosa intestinal e ação laxante.

UMECTANTES: responsáveis por manter o alimento úmido e macio. No coco ralado, por exemplo, é adicionada glicerina. Nos marshmallows, adiciona-se monoestearato glicérico. Podem causar distúrbios gastrointestinais e da circulação pulmonar.

ACIDULANTES (ÁCIDO ACÉTICO): aumentam a acidez, ou simplesmente dão ou intensificam o sabor ácido. Pode ajudar na conservação, por atenuar o aparecimento de certos microorganismos ao aumentar o Ph do meio. Aumentam ainda a eficácia de conservantes. Quando usados demasiadamente, podem provocar cirrose hepática, descalcificação dos dentes e dos ossos.

FLAVORIZANTES: responsáveis por dar ao produto industrializado sabor característico ao in natura. Podem causar câncer e alergias.

GORDURA TRANS: é a gordura vegetal transformada em gordura sólida. Também conhecida como óleo hidrogenado, é usada para dar crocância e consistência aos produtos industrializados. Causa obesidade, câncer de mama e doenças cardiovasculares, em decorrência do aumento do colesterol ruim e da diminuição do colesterol bom.

AGENTES ADOÇANTES: estão presentes em produtos destinados a consumidores que precisam de restrição calórica, portadores de diabetes ou pessoas que têm problemas ao ingerir certos açúcares. Os mais usados na indústria são o aspartame e os elaborados a partir de ciclamato de sódio e sacarina sódica, que podem provocar câncer, o que ocorreu com estudos em ratos. Por isso, embora vendidos livremente no Brasil, foram proibidos nos EUA, ainda que sem testes em seres humanos.


CONCLUSÃO


Não consumir substâncias químicas na alimentação é quase impossível, pois mesmo nos alimentos ditos naturais elas estão presentes em conseqüência da poluição ambiental. Portanto, evitar os industrializados a fim de minimizar os problemas é importante, porém adotar uma descontaminação orgânica pelo menos a cada 3 anos é uma medida para evitar uma série de doenças, principalmente as ditas degenerativas, principalmente o câncer.


ALERTA!


Procure ler as informações dos rótulos, principalmente as escritas com letras “pequeninas”, e procure saber para que serve e quais os problemas que podem causar à saúde.


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