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A longevidade depende do seu estilo de vida

09/12/2019 11:44:33

É muito fácil para as pessoas colocarem em suas famílias a culpa por vários aspectos negativos de sua saúde. Comentários como: "Eu herdei o metabolismo lento da minha mãe" ou "Eu posso ter diabete, pois acontece com o lado da família de meu pai”. São frases comuns e acabam se transformando em desculpa para transferirmos a culpa de nossos maus hábitos para outras pessoas. Embora algumas características nos sejam transmitidas diretamente de nossos pais, como cabelos ou cor dos olhos, outras são apenas um dos muitos fatores que podem contribuir para o resultado. Nas coisas em que não podemos culpar nossos pais, estão a maioria dos problemas de saúde crônicos, incluindo doenças cardíacas e diabete. As novas pesquisas mostram que não podemos transferir culpa quando falamos em longevidade, porque na verdade isso tem pouco a ver com nossos genes.

Fica cada vez mais claro que mais de 95% de nossa longevidade é resultado de nossas escolhas de estilo de vida e menos de 5% vem da genética. Estudos compilando árvores genealógicas (ano de nascimento, ano da morte, local de nascimento e uma variedade de vínculos familiares) permite um exame mais extenso de várias gerações de uma família. 

Tudo indica que 20 a 30% de nossa longevidade são herdados, mas apenas entre irmãos e primos em primeiro grau do mesmo sexo. Já quando analisamos a matemática aplicada a parentes próximos do sexo oposto, os resultados mostraram que menos de 15% da longevidade poderia ser explicada pelos genes.

Um dado interessante emerge quando analisamos a expectativa de vida dos cônjuges: era mais semelhante do que a dos irmãos de sexo misto. Isso traz mais evidências de que nosso comportamento é mais importante em muitos aspectos do que o nosso DNA, uma vez que os casais vivem juntos e tendem a ter os mesmos hábitos alimentares e de estilo de vida, e é isso que resulta em maiores taxas de semelhança com a longevidade.

Por outro lado, verifica-se que as cunhadas e os cunhados, assim como os primos em primeiro grau, também têm uma expectativa de vida comparável, mesmo que não tenham relação genética nem coabitem. A teoria sobre esse aspecto é que está ocorrendo uma espécie de "acasalamento sortido", o que significa que as pessoas tendem a escolher parceiros com fenótipos semelhantes. Fenótipos são características físicas relacionadas à saúde e comportamento, e a hipótese aqui é que os fenótipos fazem com que as pessoas subconscientemente procurem um parceiro com antecedentes, hábitos, nível de renda e outros fatores em comum com os seus.

Os cálculos estatísticos mostram que a vida útil está quase completamente associada ao nosso estilo de vida, e a hereditariedade representa apenas no máximo de 7% do tempo que vivemos em termos de saúde. É um bom lembrete de que somos nós quem realmente controlamos nossos próprios destinos.

Viver um estilo de vida saudável por meio de uma boa nutrição, exercícios físicos diários e técnicas regulares de alívio do estresse pode ajudar a evitar muitas doenças e viver uma vida mais longa. Apesar de não haver fórmulas mágicas garantidas para ajudá-lo a combater o processo de envelhecimento e aumentar sua longevidade, seguir um programa básico de saúde pode melhorar seu sistema imunológico, reduzir a inflamação sistêmica e livrar seu corpo de toxinas prejudiciais. 


Fonte:
1. Ruby, J. Graham; et al. “Estimates of the Heritability of Human Longevity Are Substantially Inflated Due to Assortative Mating.” Genetics. 6 November 2018. Accessed 14 November 2018. http://www.genetics.org/content/210/3/1109

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