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Doenças degenerativas: A Alimentação e o modo de vida no adoecimento, envelhecimento e longevidade

27/08/2019 10:34:20

Cada célula de nosso corpo funciona de forma semelhante a como nosso corpo funciona como um todo. Respiramos o ar em nossa volta, nossas células respiram o oxigênio contido nele. A cada segundo, nossas células estão envolvidas com eliminação de toxinas, produção de nutrientes, controle da temperatura e balanço da acidez para manter a saúde e a vitalidade.


Comunicamo-nos por várias maneiras (gestos, palavras), nossas células se comunicam por diferentes linguagens: eletromagnética, neurotransmissora, hormonal e eletroquímica. Temos órgãos internos, nossas células têm órgãos internos chamados organelas. Temos a pele para nos proteger, nossas células possuem uma membrana semipermeável para protegê-las. Concebemos filhos, nossas células se dividem em novas gerações de células-filhas. Produzimos toxinas que devem ser eliminadas pela urina, fezes, respiração e pele. Nossas células liberam toxinas que precisam ser eliminadas e levadas para longe. Precisamos da radiação eletromagnética proveniente da luz do sol, assim como nossas células  necessitam dessa mesma energia.

Temos trilhões de minúsculos mecanismos celulares que armazenam, reparam, comunicam e transportam. A cada segundo nossas células estão envolvidas com eliminação de toxinas, produção de nutrientes, controle da temperatura e balanço da acidez para manter a saúde e a vitalidade; a nossa e a delas próprias.

Para efetuar estes processos, nosso corpo se utiliza de substâncias existentes na natureza. Por isso, qualquer substância artificial é encarada como estranha. O processo de adoecimento é disparado pela acumulação de toxinas que comemos, respiramos, bebemos, pensamos e absorvemos pela pele no dia-a-dia. Se absorvermos mais ácidos, carcinógenos e contaminantes do que podemos filtrar, eliminar e com que nosso sistema imunológico possa lidar, haverá uma acumulação progressiva. A partir de um determinado ponto, essa acumulação passa a "poluir" nosso sangue, um rio por onde flui vida, transformando-o num rio por onde flui doença e morte.


DESDE OS PRIMÓRDIOS

Pode parecer exagero, mas imagine-se acordando pela manhã: você escova os dentes com pasta contendo flúor e enxágua a boca com água da torneira contendo cloro; toma banho e absorve através da pele mais cloro, flúor, arsênico, alumínio, trialometanos e outras substâncias químicas usadas no tratamento da água que cai do chuveiro; usa xampu e condicionador carregado de derivados de petróleo; barbeia-se ou maquia-se com produtos também carregados com petrotoxinas; aplica desodorante contendo alumínio em suas axilas; veste uma roupa lavada com um sabão carregado de produtos tóxicos e com aquele “cheirinho” do amaciante que é tóxico.

Ao sentar-se à mesa para tomar café, ingere produtos pulverizados com pesticidas; mistura um leite industrializado (contendo resíduos de antibióticos, hormônios do crescimento e transgênicos derivados da ração que o animal foi alimentado), pasteurizado (menor valor nutritivo) e desnatado (sem gordura que ajuda na absorção de cálcio e proteínas); adoça-os com açúcar refinado (acidificante e hiperglicêmico) ou aspartame (neurotoxina); come pão francês (hiperglicêmico) feito com farinha de trigo refinada aditivada com ferro (oxidante), com margarina (gordura hidrogenada) e presunto (nitritos cancerígenos); bebe suco de frutas de caixinha (interior revestido de alumínio), pasteurizado, adoçado (carga glicêmica) e carregado de conservantes e outros aditivos químicos; come mamão (pesticidas, adubos acidificantes e carcinogênicos) irradiado com raios gama (sem valor nutritivo e formador de radicais livres) com granola (cereais hiperglicêmicos de baixo valor nutritivo e contaminado com fungos) ou com um cereal de caixinha, como flocos de milho (alto índice glicêmico e feito com cereais transgênicos); lê o jornal carregado de noticias desagradáveis, discute alguns problemas familiares e se prepara para se dirigir ao trabalho estressante pensando em como driblar o trânsito...

E você ainda nem teria saído de casa!

Ao sair encontraria um ar poluído, absorvendo cerca de 100.000 substâncias químicas industriais a cada inspiração (fluorocarbonos, petrofluorocarbonos, dioxina, gases dos derivados de petróleo, pesticidas, herbicidas e outros genocidas). Mesmo que não fumasse, absorveria milhares de substâncias químicas contidas na fumaça dos cigarros expelida pelos fumantes à sua volta. 

Ao chegar ao trabalho, respiraria um ar que passa pelos dutos do ar condicionado que não é tratado há anos e recebe uma carga de radiação eletromagnética dos aparelhos de telefone sem fio, celulares, computadores e outros aparatos tecnológicos.

Se resolvesse tomar um refrigerante no meio da manhã adicione conservantes, corantes, ácido fosfórico e quase 10 vezes a quantidade de açúcar que você tem circulando no sangue; se for diet retire o açúcar, mas inclua os adoçantes artificiais.


UM COQUETEL DEGENERATIVO

Esse coquetel moderno introduz no corpo milhões de moléculas tóxicas que chegam ao sangue através da pele e dos sistemas digestivo e respiratório a cada minuto. Não é preciso ser especialista e nem estar munido de aparelhos medidores para saber que a cada dia absorvem-se mais contaminantes do que o corpo pode eliminar. Você ainda não percebeu, mas esta fatura será paga com células, a única moeda de que nosso corpo dispõe.

Vamos imaginar que, se nosso corpo fosse capaz de absorver uma combinação de 150.000 contaminantes na segunda-feira e seu fígado, rins, intestinos, sistema linfático, suor e respiração só conseguissem eliminar 100.000 contaminantes, sua terça-feira já começaria com problemas. Se você mantiver os mesmos hábitos alimentares, o mesmo estresse, o mesmo ambiente, dia após dia, você adicionará a seu corpo uma carga crescente de toxinas, sem conseguir eliminá-las totalmente.

Com o tempo, o sistema imunológico se enfraquece, o fígado, os rins e o sistema linfático se congestionariam, diminuindo a capacidade de filtração e causando letargia e cansaço. Numa vida progressivamente mais sedentária, com dias arrastados à frente do computador ou da televisão, mais toxinas seriam acumuladas diariamente e seu sangue e sua linfa não circulariam adequadamente. Seu sistema agora só conseguiria eliminar 90.000 contaminantes, depois 80.000, depois 70.000... A carga tóxica diária se mantém, mas sua capacidade de eliminação iria diminuindo progressivamente.

Na tentativa de limpar o sangue e diminuir a quantidade de toxinas circulantes e mantê-lo vivo, o corpo lançaria mão de uma alternativa: depositá-las (armazená-las); algumas das áreas de armazenamento são as articulações. Os ácidos e contaminantes diminuiriam o metabolismo das células que fabricam o líquido sinovial e mantém as cartilagens saudáveis; o ressecamento e a degeneração celular atraem as células de defesa para limpar a bagunça, fazendo uma faxina biológica. Quando as células brancas de defesa combatem algo, liberam histaminas, citocinas e prostaglandinas, substâncias pró-inflamatórias e essa resposta inflamatória é chamada de artrite pela medicina. Artrite não é uma doença; “artr” quer dizer articulação, “ite”, inflamação. Logo, artrite não é um diagnóstico, mas a descrição de uma má função celular.


METAIS TÓXICOS

Se o depósito é de metais tóxicos, como alumínio, cádmio, chumbo e mercúrio, normalmente se acumulam no lobo frontal do cérebro, afetando as células que regulam o pensamento cognitivo. Você desenvolve problemas inicialmente na memória de curto-prazo, depois na memória de longo prazo, o que a ciência médica chama de doença de Alzheimer. Se o depósito for na substancia nigra, produtora de dopamina, provoca alterações na maneira de andar e tremores nas mãos; doença de Parkinson. Parkinson e Alzheimer são nomes de médicos, e de novo, simplesmente descrevem uma má função celular.


UMA VISÃO DIFERENTE

Podemos mostrar este mesmo caminho para cada “doença” catalogada pela medicina, mas podemos dizer que só há uma doença: a perda do adequado funcionamento celular. Uma célula pouco permeável, coberta de toxinas ou com sua membrana endurecida não permite que os nutrientes atinjam seu interior: se for água, há desidratação; se for oxigênio, há hipóxia. Os nutrientes essenciais ficam flutuando do lado de fora da célula. Perceba que esse conceito nada tem a ver com a ingestão de nutrientes, mas sim com sua disponibilidade para as células.

Baseado na localização da disfunção celular há um sintoma ou um grupo de sintomas correlacionados; estes sinais mostram que algo está errado e que algo deve ser feito. A medicina as chama de doenças e suprimir os sintomas não significa erradicar a doença. Não há a menor racionalidade científica nesta abordagem. Imagine que repentinamente acenda a luz do óleo do seu carro e em vez de parar para verificar o nível do óleo do motor, você pare num auto elétrico e peça ao mecânico para desligar a lâmpada; agora ela não vai mais incomodá-lo e o motor pode “fundir-se tranquilamente”. Tentar suprimir os sintomas, esse grito de ajuda celular, é permitir que o processo se instale cada vez mais profundamente; isso não faz o menor sentido.

O tratamento convencional dos problemas de saúde está baseado na supressão dos sintomas, mas sintomas não são doenças. São sinais de alerta que nos indicam que algo deve ser feito: mudança de hábito alimentar, de estilo de vida, desintoxicação, reposição de nutrientes, afastamento de ambientes e pessoas tóxicas...

O que leva alguém ao adoecimento é uma cascata de problemas e, por isso, qualquer terapia deve começar pela limpeza e a desintoxicação, uma vez que, se a célula está impermeável, de nada adianta repor nutrientes enquanto a permeabilidade não for restaurada. Portanto, ouça com atenção os sinais que o seu corpo te dá. Procure auxílio terapêutico ao menor “sussurro” de seu corpo, pois se você ignorar suas mensagens de alerta, ele terá de “gritar” para ser ouvido.

Longevidade não tem valor intrínseco por si só: qualidade de vida, felicidade, amor, propósito, gratidão e viver em harmonia parecem ter maior importância. Reflita sobre esses aspectos em sua vida e dê prioridade aos pontos que ainda precisam ser alcançados.



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