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Óleo de coco, afinal, é saudável ou não?

15/01/2019 09:47:40

O óleo de coco possui uma série de propriedades benéficas à saúde e tem uso até mesmo na estética corporal. Entretanto, oscila entre o céu e o inferno na mídia ao longo dos últimos anos. Num momento é indicado para cozimentos prolongados (por ser mais estável à temperaturas mais altas). Em outro, condenado por estar envolvido com o aumento de doenças cardiovasculares. Onde está a verdade?

 

Os mais sábios poderiam dizer: no meio do caminho. Afinal, não apenas o tipo de alimento pode ser classificado como saudável ou não, mas também a quantidade ingerida, a maneira de preparo, as particularidades genéticas de cada indivíduo, a observação dos resultados individuais... Só assim poderíamos determinar se algo bom ou não. Entretanto, vamos olhar com mais cuidado sobre o que sabemos sobre o óleo de coco.

 

PRÓS:

 

  • Gordura saudável: o óleo de coco é rico em um tipo de gordura saturada chamada de triglicerídios de cadeia média. Esse tipo de triglicerídeo é melhor absorvido pelo organismo, principalmente pelo fígado, assim a gordura é rapidamente transformada em energia - e não acumulada em certas partes do corpo.

 

Além disso, óleos de origem vegetal como de girassol ou  de milho, que  já foram considerados mais saudáveis do que os de origem animal, como manteiga, liberam, durante o aquecimento, altas concentrações de produtos químicos conhecidos como aldeídos, que são associados a doenças como câncer, demência e doenças cardíacas. Entretanto, os cientistas descobriram que o óleo de coco é o tipo de gordura que menos produz substâncias químicas nocivas quando aquecido.

 

  • Benefícios estéticos: além de ser uma gordura menos nociva para o organismo, estudos relacionam o consumo balanceado de óleo de coco ao emagrecimento, melhoramento da pele e do cabelo. Um estudo feito no Canadá mostrou que quem consome óleo de coco tem maior quebra das moléculas de gordura e transformação das mesmas em energia.

 

Outros estudos mostram que o consumo do óleo melhora a elasticidade da pele, e seus antioxidantes ajudam a combater os radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce. Para o cabelo, o óleo serve de hidratante natural.

 

CONTROVÉRSIAS:

 

  • Continua sendo uma gordura: apesar de ser considerada uma gordura menos nociva, o óleo de coco continua sendo uma gordura e por isso pode desencadear problemas cardíacos e vasculares se ingerido de forma exagerada. Karen Michels, diretora do Instituto de Prevenção e Epidemiologia Tumoral da Albert-Ludwigs-University em Freiburg, na Alemanha, defende que que o óleo de coco tem efeitos negativos nos lipídios do sangue e ressalta que o aumento correspondente no LDL tem sido consistentemente ligado a um aumento no risco de doenças cardíacas.
  • Entretanto, várias entidades mundiais não concordam com esta visão. Embora saiba-se que há uma relação gradual entre concentação de colesterol e doença coronariana, e que o consumo de colesterol na dieta aumenta o colesterol total, uma metanálise de 2014 não achou associação entre gordura saturada e doença cardiovascular.

 

AFINAL, MOCINHO OU VILÃO?

 

O óleo de coco, portanto, assim como qualquer alimento, precisa ser consumido com cautela e em quantidades adequadas.

 

O que vai definir se o óleo de coco é bom ou ruim, é o modo como ele é inserido na dieta de cada um, olhando para o seu histórico pessoal. Por isso, é importante a consulta com um profissional capacitado para a orientação correta.

 

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