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Disbiose Intestinal: o que é e como tratar.

17/12/2018 13:50:43

Para entender a disbiose intestinal precisamos compreender o papel e os elementos que controlam o funcionamento do intestino. Os alimentos que comemos devem ser transformados e descompostos em substâncias que possam ser absorvidas e utilizadas pelo organismo. O sistema digestivo, que desempenha este papel, começa na boca, continua com o esófago, o estômago, o intestino delgado, o intestino grosso e termina no ânus. O pâncreas, o fígado (através da vesícula biliar) também participam na digestão, mas vamos deixá-los de lado, por enquanto, para focarmos no intestino e suas funções principais.

 

O intestino é o órgão mais longo do organismo, mede entre 6 a 8 metros e é composto pelo intestino delgado e pelo cólon (intestino grosso). No intestino se completa o processo digestivo, além da absorção de nutrientes. Entretanto, possui ainda funções essenciais que garantem nossa saúde física, mental e emocional:

 

·         Barreira que limita a passagem de elementos nocivos para o organismo (toxinas, bactérias...);

·         Educação e controle do sistema imunológico;

·         Produção de hormônios e neurotransmissores;

·         Produção de vitaminas;

·         Reabsorção de elementos usados na digestão (colesterol, água…).

 

 

MICROBIOTA

 

O intestino também se assemelha a um ecossistema, por conter uma microbiota (chamada antigamente de flora intestinal), que é um conjunto de diferentes micro-organismos naturalmente presentes no intestino. Estima-se que haja 1.000 espécies diferentes com um número total que ultrapassa 100.000 milhões de bactérias, ou seja, 10 vezes mais do que as células de nosso corpo.

 

Estas bactérias intestinais são uma família muito complexa repartidas diferentemente segundo as porções do intestino e segundo o indivíduo. Todos nós temos nossa microbiota própria, que é diferente de outros indivíduos (apesar de ser bem parecida entre pessoas que vivem juntas numa mesma casa). Várias coisas influenciam nesta composição: tipo de parto, alimentação, estresse, poluição, exposição a toxinas, uso de medicamentos e antibióticos...

 

Essas bactérias desempenham papéis importantes ao limitarem a proliferação de bactérias patogênicas, além de sintetizarem vitaminas, principalmente, K e várias do complexo B (B5, B8, B9, B12). São igualmente capazes de sintetizar diferentes enzimas, úteis na digestão de alimentos residuais. Não é apenas coincidência que o peso total de bactérias em nosso intestino seja o mesmo do nosso cérebro: 2,5kg. O intestino ainda contém mais de 100 milhões de neurónios e produz cerca de 20 neurotransmissores diferentes, incluindo 80% de toda a serotonina circulante no sangue Por isso é que o chamamos de Segundo Cérebro.

 

 

DISBIOSE

 

Podemos dividir essas bactérias em 3 tipos principais:

 

·         Bactérias simbióticas que exercem efeitos benéficos para nossa saúde, principalmente ao exercer ações anti-inflamatórias.

·         Bactérias comensais, que não exercem qualquer efeito sobre nós;

·         Bactérias oportunistas podendo, segundo o ambiente, se proliferar e tornar-se patogénicas.

 

Quando este equilíbrio é quebrado, ocorre a disbiose, que tem papel preponderante no desenvolvimento da hiperpermeabilidade intestinal, ao produzir lesões na mucosa e predispôs às intolerâncias alimentares. Pode haver o crescimento de mais fungos e bactérias que geram aumento da produção de anticorpos e desencadeando processos autoimunes.

 

Estes fenômenos dão origem a uma infamação oculta e silenciosa, trazendo repercussões sobre todo o organismo. Por exemplo, estudos recentes têm mostrado que obesos e diabéticos possuem permeabilidade intestinal alterada, produzindo perturbações neuroendócrinas (regulação do apetite, produção de cortisol – o hormônio do estresse), mas também alterando o armazenamento de gorduras e o controle da glicemia.

 

 

DE OLHO NA ALIMENTAÇÃO

 

Por tudo isso, cuidar de nossa microbiota é uma atitude sensata e inteligente. A maneira mais fácil de fazer isso á através de uma alimentação saudável. O consumo excessivo de carboidratos, como pães, batatas, doces, massas... acaba aumentando a população de bactérias que fermentadoras, gerando gases e estufamento abdominal. Já o uso de alimentos contendo o glúten do trigo provocam inflamação da parede intestinal e aumentam a permeabilidade. Óleos vegetais (milho, soja, canola...) também são inflamatórios, além de diminuírem a população de bactérias benéficas. Muitos medicamentos alopáticos provocam o mesmo quadro. O exagero no consumo do álcool, tabagismo, drogas e até mesmo o estresse são fatores contributivos.

 

O uso de antiácidos também contribui para a disbiose, pois impacta a produção de ácido clorídrico pelo estômago. Sem a acidez necessária, bactérias e outros micro-organismos podem chegar ao intestino. Além disso, a acidez é importante para a digestão de proteínas. Sem isso, resíduos proteicos chegam ao intestino e promovem o crescimento de bactérias putrefativas, aumentando a produção de produtos tóxicos ligados ao aparecimento do câncer de intestino.

 

 

SINTOMAS DA DISBIOSE

 

As alterações no ecossistema intestinal estão profundamente ligadas a saúde geral do organismo e acabam repercutindo sobre diferentes órgãos e sistemas. Podem aparecer como problemas digestivos (inchaços, gases e flatulência excessiva, fezes com odor pronunciado, constipação intestinal, mau hálito), imunológicos (queda na imunidade, infecções repetidas, alergias ou hipersensibilidades alimentares, candidíase), doenças inflamatórias ou autoimunes, neurológicos (alteração do humor, sintomas depressivos, dores de cabeça frequentes, baixa de serotonina, sono ruim), e endócrinos (síndrome metabólica, resistência insulínica, obesidade, diabete).

 

 

COMO TRATAR A DISBIOSE

 

O primeiro passo é interromper o consumo dos alimentos errados e diminuir a população das bactérias erradas no intestino. O passo seguinte, introduzir alimentos adequados para auxiliar na recuperação da mucosa intestinal e repovoar o intestino com as bactérias adequadas. Grãos e cereais integrais, azeite de oliva, frutas e legumes variados são benéficos ao intestino. Carnes só em pequenas quantidades (entre 50 a 100g ao dia). Nada de óleos vegetais, somente manteiga e óleo de coco. Entretanto, converse com seu nutricionista ou médico para receber orientações mais adequadas para seu caso. Ah! Não se esqueça de beber água suficiente para manter o conteúdo intestinal úmido e não provocar constipação ou prisão de ventre.

 

A ingestão de probióticos e prebióticos também ajudam no tratamento. O Super Mix e o Nature Mix são compostos ricos em fibras naturais, incluindo inulina e FOS (frutooligossacarídeos), fundamentais para a saúde intestinal. O Floranew é um alimento natural composto por dezenas de ingredientes entre frutas, cereais, verduras, legumes e plantas aromáticas fermentados naturalmente. As enzimas presentes no alimento ativam o funcionamento da flora intestinal e contribuem para uma melhor imunidade, tratamento e prevenção da Disbiose.

 

A maioria dos povos tradicionais e longevos incluem algum tipo de fermentado em sua alimentação. Os chineses criaram o Kombucha que traz diversos benefício à saúde. Os europeus do Cáucaso eram temidos por consumirem o Kefir. Vários povos fermentam diferentes tipos de leite, incluindo o iogurte (integral e sem sabor). ela se tornou popular entre as pessoas que procuram métodos naturais para se manter saudável. Outro hábito que acabamos perdendo ao longo dos anos é o de preparar alimentos fermentados (conservas) em nossas próprias casas, como chucrute, pepino, cenoura, rabanete, kimchi... Vamos falar deles em outro post aqui em nosso blog.

 

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