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Entenda o que é colina e quais são seus benefícios para a saúde.

17/12/2018 10:53:41

A colina é um componente das membranas celulares e do neurotransmissor acetilcolina, um neurotransmissor essencial para o bom funcionamento do cérebro, incluindo funções relacionadas à memória. No desenvolvimento do bebê que ainda vai nascer, a colina é importante para o desenvolvimento do cérebro e pode diminuir o risco de defeitos do tubo neural. A colina também é necessária para um adequado metabolismo das gorduras pelo fígado e sua falta pode contribuir para a esteatose hepática (gordura no fígado).

 

Eis um resumo dos benefícios diretos do consumo da colina já documentados pela ciência:

 

Controle de gordura no fígado: Como citado anteriormente, a falta de colina na dieta pode causar doença hepática gordurosa não alcoólica, principalmente em certos padrões genéticos que afetem as enzimas desidrogenase colina e metileno tetrahidrofolato desidrogenase.

 

Ajuda na cognição: Estudos mostram que a ingestão adequada de colina ajuda na memória, na atenção, na reação psicomotora e na cognição, principalmente em pessoas acima de 50 anos. Também existem estudos mostrando benefícios em pacientes com demência, além de diminuir a progressão da doença de Alzheimer.

 

Gestação e lactação: A colina desempenha papéis importantes no desenvolvimento do cérebro do bebê e parece diminuir o risco do desenvolvimento de defeitos do tubo neural. Grandes quantidades de colina estão sendo entregues da mãe para o feto durante a gravidez e para o bebê durante a lactação, o que pode esgotar os níveis de colina. O aumento significativo na ingestão de colina durante a gravidez pode ser benéfico para as crianças.

 

Proteção mamária: Pelo menos um grande estudo, com 3.000 mulheres, nos EUA, descobriu que o risco de câncer de mama foi reduzido em 24% entre mulheres com alta ingestão de colina.

 

Controle da asma: A colina diminui os sintomas e aumentou o número de dias assintomáticos em pacientes com asma. Também existem estudos mostrando que melhoram a reatividade brônquica e reduzem o uso de medicamentos normalmente usados no controle da asma.

 

Saúde intestinal: Certos problemas intestinais, como as colites crônicas, podem indicar quantidades insuficientes de fosfatidilcolina no revestimento do cólon. Estudos indicam uma redução de até 70% em pessoas com essas condições. 

 

COLINA NA ALIMENTAÇÃO

 

Nossos corpos podem produzir colina, bem como obtê-lo a partir dos alimentos que comemos, como gema de ovo, carnes e legumes. No entanto, algumas pessoas têm menos capacidade de produzir colina e, portanto, precisam obter mais colina de suas dietas. Por isso, a colina é considerada um nutriente essencial. Esta reduzida capacidade de produzir colina ocorre em mulheres na pós-menopausa (devido à redução do estrogênio, que desempenha um papel na produção de colina) e naquelas com variações genéticas comuns associadas ao metabolismo da colina. Essas pessoas são mais propensas a disfunção orgânica (particularmente do fígado) associada a uma dieta baixa em colina

 

GARANTA A INGESTÃO ADEQUADA DE COLINA

 

Apesar de ser relativamente fácil adquirir níveis adequados de colina na alimentação saudável, algumas condições de saúde e momentos especiais da vida necessitam de suplementação adicional. As principais fontes alimentares consistem em alimentos de origem animal, como carne vermelha, peixe, laticínios e ovos. O leite materno é rico em colina. Vegetais crucíferos (brócolis, couve) e certos feijões também são ricos em colina. Outras fontes incluem oleaginosas, sementes e cereais integrais. Uma boa maneira de suplementar a ingestão de colina é através de suplementos de lecitina de soja, rico em fosfatidilcolina.

 

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