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Saúde e longevidade.

08/09/2017 14:37:28

Diversos estudos publicados no The Telomere Science Library, uma biblioteca on-line que disponibiliza artigos e resumos de estudos publicados por grandes instituições mundiais de pesquisa em jornais e revistas técnico-científicas, sobre os telômeros e a telomerase, demonstram o interesse cada vez maior dentro da área médica por propostas terapêuticas capazes de medir e reverter o envelhecimento cromossômico do indivíduo.


E não é para menos. Em 2009, o Instituto Karolinska concedeu o Prêmio Nobel de Medicina a três médicos norte-americanos – Elizabeth Blackburn, da Universidade da Califórnia; Carol Graider, da Universidade Johns Hopkins; e Jack Szostak, da Universidade Harvard – pela descoberta de como os cromossomos podem ser copiados integralmente durante as divisões celulares e como podem ser protegidos da degradação. Desde então, diversos estudos têm sido realizados, para tentar descobrir mais sobre o envelhecimento celular e também para criar terapias para retardar esse processo.


Na verdade, a professora de biologia Elizabeth Blackburn e sua então orientada Carol Greider descobriram a existência da telomerase, enzima encontrada nas celulas-tronco e que atua adicionando sequências específicas e repetitivas de DNA à extremidade dos cromossomos, em 1984.


Anos depois, o biólogo Jack Szostak, professor de genética na Harvard Medical School, e Elizabeth descobriram que uma única sequência de DNA nos telômeros – como são chamadas as pontas protetoras do DNA em ambas as extremidades de cada cromossomo – os protege da degradação. Mas como se dá essa participação da enzima e dos telômeros no envelhecimento físico?


“Pesquisas científicas já demonstraram que uma das causas primordiais do envelhecimento é o encurtamento dos telômeros, que são essenciais para uma função celular saudável. Ocorre que eles vão se tornando cada vez mais curtos, toda vez que a célula se divide. Quando ficam curtos demais, chega um ponto em que não se permite mais a correta replicação dos cromossomos, e a célula perde completa ou parcialmente a sua capacidade de divisão. Quanto menores forem os telômeros, maior o risco de envelhecimento precoce”, explica o geriatra Jorge Jamili (Cremerj 5268330-2).


Segundo o médico, também já se sabe que é possível combater, até certo ponto, o encurtamento dos telômeros com alimentação balanceada e a prática de exercício. Entretanto, fatores como os estresses psicológico e oxidativo; consumo de alimentos com gordura trans, carboidratos refinados e açúcar; tabagismo e alcoolismo, além de processos inflamatórios crônicos e doenças como câncer, cirrose, diabetes, entre outras, podem levar à aceleração do processo de encurtamento dos telômeros.


Outra proposta terapêutica é a “ativação da expressão da telomerase” no organismo, o que faz com que os telômeros “cresçam” novamente, por assim dizer. Uma das formas de ativar a enzima é o uso de substâncias à base de plantas medicinais, que ativam o gene hTERT, que, por sua vez, ativa a telomerase.


De acordo com pesquisadores, é possível ativar a enzima em células normais envelhecidas ou cronicamente estressadas, o que retardaria o encurtamento dos telômeros, revertendo o envelhecimento cromossômico e do organismo como um todo.


ESTUDO ESPANHOL


Estudo interessante e recente sobre o assunto foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do Centro Espanhol Nacional de Pesquisa de Câncer (Spanish National Cancer Research Centre – CNIO), localizado em Madri. O trabalho mostrou que a longevidade em mamíferos é definida no nível molecular pelo comprimento dos telômeros.


Publicado em setembro, na edição on-line da revista Cell Reports, o estudo abre novas possibilidades para um estudo mais aprofundado do efeito de alguns hábitos de vida, como ingestão de certos alimentos e tabagismo, na velocidade do envelhecimento do organismo, justamente em razão do encurtamento dos telômeros. A pesquisa foi feita em laboratório, in vivo, utilizando camundongos.


Os pesquisadores lembram que outros estudos populacionais transversais – aqueles que medem o comprimento dos telômeros uma única vez, ao mesmo tempo, em um grupo de indivíduos – foram feitos e mostraram a relação entre o comprimento dos telômeros e os riscos de doenças cardiovasculares e outras, como o câncer, por exemplo. 


O principal objetivo da pesquisa é melhorar a qualidade da saúde durante o processo de envelhecimento.


Mais dados do estudo: The rate of increase of short telomeres predicts longevity in mammals,de Elsa Vera, Bruno Bernardes de Jesus, Miguel Foronda, Juana M. Flores, and Maria A. Blasco. Cell Reports (2012). doi: 10.1016/j. celrep.2012.08.023


DIETA PARA AUMENTAR COMPRIMENTO DOS TELÔMEROS


Segundo o geriatra Jorge Jamili, um cardápio baseado em legumes, verduras e frutas, que fornecem antioxidantes diversos, folato, minerais, carotenoides e compostos fenólicos, como o resveratrol, ajuda a preservar e regenerar o tamanho dos telômeros. Esses nutrientes reduzem os níveis de compostos pró-inflamatórios, como a proteína C reativa, a homocisteína e a interleucina-6, considerados grandes inimigos dos telômeros.


Também podem ser incluídos na dieta chá verde natural, algas, cogumelos, própolis e colostro, que também ajudam a proteger os telômeros. Alguns suplementos, como as vitaminas B12, C, E e D também regeneram o comprimento dos telômeros. Outras substâncias que cumprem esse papel são: niacina, magnésio, selênio, zinco e ômega-3. O uso da proteína do soro do leite também ajuda na manutenção e alongamento dos telômeros.


A prática regular de exercícios também ajuda a prevenir o encurtamento dos telômeros. O fato foi comprovado por um estudo alemão publicado, em 2009, no periódico científico Circulation. A pesquisa mostrou que o exercício físico em atletas profissionais leva à ativação da telomerase. Para chegarem ao resultado, os pesquisadores compararam leucócitos (células do sangue) de três grupos de voluntários. Um era composto por corredores profissionais jovens, com idade média de 20 anos. 


Outro era formado por atletas profissionais mais velhos, com idade média de 51 anos, que já haviam abandonado as pistas, mas mantinham um histórico de atividade física regular. Ambos foram avaliados e comparados com um grupo de pessoas de idade variada, saudáveis e não-fumantes, porém que não realizavam exercícios físicos.


Entre as pessoas com menos idade, não houve grande diferença no tamanho dos telômeros entre os atletas e os sedentários. Já a comparação entre as amostras dos mais velhos mostrou que aqueles com histórico regular de exercícios tinham telômeros significativamente mais longos que aqueles que não faziam atividades físicas.


Fonte de Informação: Revista Longevidade em Foco.


GELEIA REAL – “NÉCTAR DOS DEUSES E DA LONGEVIDADE”


Comprovadamente, não se conhece na natureza nenhum alimento que promove a “longevidade” como a Geleia Real produzida pelas abelhas. A abelha “Rainha” que tem a mesma origem genética da abelhas operárias, pelo consumo constante da Geleia Real, consegue uma sobrevida de aproximadamente 40 vezes às operárias que vivem em média 45 dias. E, ainda, uma vez fecundada consegue produzir diariamente a quantidade de ovos equivalente ao seu próprio peso.


Não seria então a Geleia Real o melhor alimento para a preservação dos “telômeros”? – A Geleia Real contém mais de 150 componentes na sua fórmula e agrega todos os componentes citados nos estudos e experiências anteriormente referidas.


O mais importante não é fruto de um artificialismo químico, mas sim uma formulação natural que as abelhas fazem há milhões de anos.


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