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O cérebro e o intestino.

09/08/2017 11:26:47

“Separados ao nascer, porém juntos até morrer”.


Todos sabemos que somos frutos do encontro de duas pessoas, ressalvados os eventos da clonagem. Contudo continuaremos originários da união de um esperma e de um óvulo. Em sequência à fecundação, ocorre uma fantástica evolução fetal num período aproximado de 9 meses no ventre materno, quando finalmente, somos expostos ao mundo externo e continuamos a evoluir até completarmos 21 anos, aproximadamente. Posteriormente a essa idade, considerando estados normais, o organismo inicia um processo de degradação assintomática até mais ou menos 35 anos. Após, em conseqüência da degeneração, inicia-se o período sintomático, apresentando fatores de desconforto, que são sinais dos distúrbios nos pontos críticos do organismo.


ESQUEMA DA EVOLUÇÃO E DEGRADAÇÃO ORGÂNICA:




MOTIVOS DA DEGRADAÇÃO


Desde o período fetal até o término de nossas vidas, precisamos dos fatores intrínsecos de sustentação os quais englobam a necessidade orgânica, mental e social, que se resumem ao fator nutricional e ao estilo de vida que levamos. O ser humano, na evolução de sua espécie e pela sua capacidade criativa, gerou incrementos positivos e negativos que vieram a alterar os méritos orgânicos e a forma de viver. Com os adventos da facilidade de comunicação e da migração, houve a mudança dos hábitos e costumes. A mudança das características orgânicas milenares, jamais conseguiu acompanhar as variações quase repentinas, como as incidências dos “fast foods”, dos aditivos químicos alimentares, da presença dos agrotóxicos, da poluição e também do estilo de vida. Como conseqüência das alterações na forma de viver, criou-se um “relógio social” que na maioria das vezes contraria o relógio biológico. Os compromissos e obrigações sociais, normalmente são fontes geradoras de doenças de ordem psicossomática. Resumindo: a fuga do homem do seu comportamento natural é o principal foco da degeneração precoce do ser humano.


FATORES DA DEGENERAÇÃO


A descaracterização dos hábitos naturais do homem e a dificuldade de adaptação para com as mudanças, associada a sua incompatibilidade aos fatores genéticos, são justificativas básicas para a degeneração precoce do ser humano. De outra forma, a harmonia bioquímica do organismo é muitas vezes quebrada pelas agressões constantes, pois o seu mecanismo de defesa em muitas ocasiões não consegue desviá-las e nem destruí-las, por serem fatores imprevistos ou pela própria incapacidade imunológica do organismo. Resumindo: o não atendimento das necessidades orgânicas, seja pela nutrição ou pelos fatores sociais, somados aos elementos agressores, são os ingredientes básicos que provocam os desequilíbrios orgânicos. Estes desequilíbrios, por sua vez, são geradores do descompasso funcional, principalmente dos sistemas digestivo, hepático e circulatório, que constituem fontes primárias no processo de manutenção das funções vitais e de nosso cérebro.

 

SEPARADOS AO NASCER, JUNTOS ATÉ MORRER


Quando falamos das funções vitais, normalmente esquecemos do processo digestivo que é o processo captador de nutrientes para o organismo. Neste contexto, o intestino tem suma importância não só pela captação de nutrientes, mas também pela produção de certos fluídos que o nosso cérebro precisa. O intestino é provido de mais de 1 bilhão de neurônios. Na verdade, o intestino tem a sua própria inteligência, ou seja, ele tem capacidade de reconhecer o que é bom e o que é ruim para o organismo. O intestino e o cérebro tem uma certa semelhança, justamente porque na fase embrionária ambos tem a mesma origem, que é o ectoderma. O entérico é o sistema nervoso do intestino que contém uma rede de neurônios superior a 1 bilhão. Na verdade, o sistema orgânico funcionalmente, tem uma parceria constante com os sistemas nervosos cerebral e o intestinal. Dr. Ménétrier, médico francês na década de 30, já dizia que o mau funcionamento do processo digestivo afeta as funções cerebrais. Resumindo: Não se pode desprezar o equilíbrio e a necessidade do bom funcionamento do sistema digestivo no objetivo de mantermos a eficiência das funções cerebrais, cujo mérito final é evitar o envelhecimento precoce.

 

A SEROTONINA PARA O CÉREBRO, VEM DO INTESTINO


Na massa cinzenta do sistema nervoso, o que controla a dor, as emoções e o apetite, é um hormônio denominado de serotonina. Recentemente, descobriu-se que aproximadamente 95% desta substância é produzida no intestino, sendo o aminoácido essencial triptófano, seu precursor bioquímico. Inicialmente a serotonina circula nos neurônios intestinais, ajudando controlar os movimentos e as sensibilidades e posteriormente, através das células nervosas da medula espinhal é conduzida para o cérebro. Da mesma forma, a acetilcolina é outra substância que segue a mesma trilha da serotonina. A regularidade do sistema digestivo, principalmente no que se refere a função intestinal, é muito importante e problemas como prisão de ventre e síndrome do intestino irritável, podem ser causados em conseqüência da deficiência da acetilcolina, um neurotransmissor responsável pela comunicação entre os dois sistemas. Resumindo: a harmonia do processo digestivo tem parceria forte contra a degradação cerebral.

 

MEDIDAS PARA MELHORAR O CONJUNTO DIGESTIVO X CEREBRAL


Conforme o bioquímico Roger J. Williams, o nosso organismo tem necessidade básica de 44 substâncias essenciais, que são compostas de vitaminas, sais minerais e aminoácidos essenciais nas proporções adequadas a nível celular. Segundo preceitos modernos de nutrição, podemos dizer que é muito difícil esta prática sem lançarmos mão dos recursos da complementação ou suplementação, além de cuidados no balanceamento e combinação de alimentos. No quesito estilo de vida, a busca da harmonia social e da manutenção dos fatores emocionais positivos, requer em primeiro plano o equilíbrio orgânico, ou seja, a saúde para enfrentarmos as restrições sociais do dia-a-dia.


Algumas dicas na suplementação:




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