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O caminho do meio.

09/08/2017 11:29:01

Demorou, mas as fronteiras entre medicina ocidental e oriental acabaram se diluindo para sorte dos pacientes, que agora podem se beneficiar do que cada uma tem de melhor.


Em uma visão mais contemporânea sobre saúde e doença, pode-se dizer que adoecimento é a ruptura da harmonia das dimensões física, psicológica, social e cultural. Levando em conta essa premissa, a medicina ideal é aquela que leva a informação correta, na hora certa, para a pessoa certa.


As inquietações que médicos e pacientes possuem quando o assunto é a complexidade do corpo humano tem levado a medicina convencional a alargar as fronteiras em busca de respostas e de um entendimento mais global sobre o corpo humano. Terapias bioenergéticas, como acupuntura, homeopatia, antroposofia, medicina informacional e biorreguladroa, são exemplos do que se encontra logo ali, além dessa fronteira.


Uma série de fatores que extrapolam aspectos físicos e tocam questões ambientais, emocionais, psicossomáticas – e, porque não dizer, até cósmicas - têm se mostrado decisivos para a prevenção e cura de enfermidades.


Por muitos anos, a falta de informação, o lobby da indústria farmacêutica e a dificuldade das pessoas confiarem no seu próprio organismo colocaram-se como entraves a aceitação de práticas médicas baseadas em bioenergética. Quem explica é o médico PHD em Terapia por Informação Biofísica na Alemanha, com 35 anos de experiência clínica, Francisco Vianna:


"A bioenergética de nosso corpo é sábia, orientada por forças superiores. Uma vez que está em equilíbrio ou saúde plena, o corpo fica em uma harmonia mais duradora", afirma o médico, complementando que se trata de uma verdade factível, científica e reprodutível.


Ainda que existam resistências, já faz algum tempo que as terapias da medicina bioenergética passaram a ser mais aceitas e respeitadas como práticas complementares ou integrativas. 


"Atualmente mais e mais médicos estão aderindo às práticas naturais, pois são eficazes e não têm efeitos colaterais como os alopáticos",  afirma José Roberto Kater, médico homeopata, antroposófico, nutrólogo e especialista em medicina chinesa.


Poderia-se dizer que essas terapias enxergam o ser humano além do corpo físico: consideram informação, energia e forças cósmicas. Vianna explica que um sintoma nunca é tratado de forma isolada, mas sempre será visto em um contexto e investigado inclusive, por seus aspectos emocionais:


"Se a informação que entra é de saúde, a célula vai ficar saudável. Se a informação que entra é ruim, cheia de toxinas, metais pesados, estresse oxidativo, a célula vai sofrer e o organismo todo vai sofrer",  explica Vianna.


Publicado em 2006 pelo Ministério da Saúde do Brasil, um livro que institui e divulga a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde traz diversos estudos que comprovama contribuição de tais abordagens para a ampliação da responsabilidade dos indivíduos no cuidado com sua saúde.


No país, a construção desta política iniciou-se a partir de recomendações de várias Conferências Nacionais de Saúde bem como recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), articuladas a partir de 2003 por representantes de associações de Fitoterapia, Homeopatia, Acupuntura e Medicina Antroposófica.


De lá para cá, houve maior abertura para o tema. Kater explica que apesar de ter mudado a forma como a sociedade encara as práticas integrativas, ainda há resistência em relação à bioenergética.


"Há pouco mais de 30 anos, a coisa era muito difícil. Vemos agora uma certa aceitação por parte dos médicos mais novos. Antes éramos taxados de charlatães. Mas com o aumento de pesquisas científicas na área, o cenário mudou".


Entre as terapias mais aceitas, a homeopatia tem sido a mais reconhecida pelos médicos, assim como a medicina chinesa e acupuntura. O que justifica essa aceitação, explica Vianna, é o fato de que a informação é a chave da energia quântica.


Confrontar informações do estado de saúde ou campo energético do paciente com banco de dados por meio de métodos quânticos ou bioenergéticos permite ao terapeuta saber o que está desregulado e reinformar o organismo sobre o que ele precisa saber para se reequilibrar.


"As substâncias e os equipamentos não fazem nada senão estimular o equilíbrio do organismo. Quem cura é o próprio corpo, o terapeuta vai ser apenas o catalisador",  conclui o médico.


 Saiba mais sobre as principais terapias baseadas na medicina bioenergética:


MEDICINA HOMEOPÁTICA


Sistema médico complexo de caráter holístico enunciada por Hipócrates no século IV a.C., a homeopatia foi desenvolvida por Samuel Hahnemann no século XVIII, após estudos e reflexões baseados na observação clínica e em experimentos realizados. Ele sistematizou os princípios filosóficos e doutrinários da homeopatia em suas obras Organon da Arte de Curar e Doenças Crônicas.


A partir daí, essa racionalidade médica experimentou grande expansão por várias regiões do mundo, estando hoje firmemente implantada em diversos países da Europa, Américas e Ásia. No Brasil, a Homeopatia foi introduzida por Benoit Mure em 1840, tornando-se uma opção de tratamento.


Em 1979, é fundada a Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB) e em 1980, a homeopatia é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina. A partir da década de 80, alguns estados e municípios brasileiros começaram a oferecer o atendimento homeopático como especialidade médica aos usuários dos serviços públicos de saúde, porém como iniciativas isoladas e, às vezes, descontinuadas, por falta de uma política nacional. Isso mudou em 1999, quando o Ministério da Saúde inseriu na tabela do SUS a consulta médica em Homeopatia.


Muito se confunde homeopatia com fitoterapia. Apesar de ambas as técnicas utilizarem soluções naturais, há algumas diferenças importantes entre as duas terapias, tanto na composição, quanto na maneira de tratar as enfermidades.


A primeira utiliza elementos do tipo vegetal, animal e mineral, e se baseia no princípio da semelhança, ou seja, doenças semelhantes curam doenças semelhantes. Diante dessa teoria, o tratamento é feito a partir da diluição e dinamização da mesma substância que produz o sintoma em um indivíduo saudável.


Já a fitoterapia é o estudo das plantas medicinais e suas aplicações no tratamento de enfermidades, seja na prevenção, alívio ou cura das doenças. Diferentemente da homeopatia, faz uso apenas de elementos do tipo vegetal. Baseia-se no princípio dos contrários, ou seja, busca suprimir os sintomas das doenças com substâncias (naturais) que atuem “contrariamente” aos mesmos, por exemplo, antidepressivos, antitérmicos, entre outros.


MEDICINA TRADICIONAL CHINESA-ACUPUNTURA


A Medicina Tradicional Chinesa caracteriza-se por um sistema médico integral, originado há milhares de anos na China. Utiliza linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando a integridade.


Como fundamento, aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos complementares. Utiliza como elementos a anamnese, palpação do pulso, observação da face e língua em suas várias modalidades de tratamento (Acupuntura, plantas medicinais, dietoterapia, práticas corporais e mentais).


A Acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde que aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano, podendo ser usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos.


Originária da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a Acupuntura compreende um conjunto de procedimentos que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas metálicas para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças.


Achados arqueológicos permitem supor que essa fonte de conhecimento remonta há pelo menos 3 mil anos. O efeito terapêutico da estimulação de zonas neurorreativas ou "pontos de acupuntura" foi, a princípio, descrito e explicado numa linguagem de época, simbólica e analógica, consoante com a filosofia clássica chinesa.


No ocidente, a partir da segunda metade do século XX, a Acupuntura foi assimilada pela medicina contemporânea, e graças às pesquisas científicas empreendidas em diversos países tanto do oriente como do ocidente, seus efeitos terapêuticos foram reconhecidos e têm sido paulatinamente explicados em trabalhos publicados em respeitadas revistas científicas.


Admite-se atualmente, que a estimulação de pontos de Acupuntura provoque a liberação, no sistema nervoso central, de neurotransmissores e outras substâncias responsáveis pelas respostas de promoção de analgesia, restauração de funções orgânicas e modulação imunitária.


O consenso do National Institutesof Health dos Estados Unidos referendou a indicação da acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde, tais como odontalgias pós-operatórias, náuseas e vômitos pós-quimioterapia ou cirurgia em adultos, dependências químicas, reabilitação após acidentes vasculares cerebrais, dismenorréia, cefaléia, epicondilite, fibromialgia, dor miofascial, osteoartrite, lombalgias e asma, entre outras.


Vários conselhos de profissões da saúde regulamentadas reconhecem a Acupuntura como especialidade no Brasil. Em 1999, o Ministério da Saúde inseriu na tabela Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA/SUS) a consulta médica em Acupuntura.


MEDICINA ANTROPOSÓFICA


A Medicina Antroposófica surgiu na Europa no início do século XX, baseada na imagem do homem trazida pela Antroposofia ou Ciência Espiritual do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861 - 1925). A pioneira desse trabalho foi a médica Ita Wegman (1874 - 1943), que a partir de diálogos com Rudolf Steiner, desenvolveu as bases de uma nova arte médica, indicando medicamentos e terapias para diversas doenças. Atualmente a Medicina Antroposófica está presente em mais de sessenta países, nos cinco continentes.


A Medicina Antroposófica foi introduzida no Brasil há aproximadamente 60 anos e apresenta-se como uma abordagem médico-terapêutica complementar, de base vitalista, cujo modelo de atenção está organizado de maneira transdisciplinar, buscando a integralidade do cuidado em saúde. Entre os recursos que acompanham a abordagem médica destaca-se o uso de medicamentos baseados na homeopatia, na fitoterapia e outros específicos da Medicina Antroposófica.


Como ampliação da medicina acadêmica, oferece uma proposta de abordagem para todos os problemas de saúde, ainda que, em alguns casos, seja tomada apenas como terapia complementar, aliada a outros métodos terapêuticos. Na verdade, não é necessário estar doente para procurar um médico antroposófico. Ele fornece orientações e medicamentos que também auxiliam na prevenção de muitas doenças.


A terapêutica antroposófica envolve o uso de medicamentos específicos, procedentes de substâncias dos reinos mineral, vegetal e animal, utilizados de acordo com processos farmacêuticos próprios de diluição e dinamização, além de terapias complementares, tais como: terapia artística, massagem rítmica, aplicações externas, euritmia curativa, musicoterapia, quirofonética, dentre outras. Como a Medicina Antroposófica não se contrapõe à Medicina Acadêmica, há a possibilidade de uso concomitante dos medicamentos convencionais, quando necessário.


A formação em Medicina Antroposófica no mundo todo é considerada uma extensão da formação médica acadêmica. Em resumo, é uma prática exclusivamente médica, enriquecida pelo trabalho conjunto, interdisciplinar com outros profissionais, tais como: massagistas rítmicos, terapeutas artísticos, euritmistas e psicólogos.


Atualmente no Brasil contamos com vários profissionais com mestrado e doutorado, indicando a permanente ligação com a medicina acadêmica. Além de clínicos e pediatras que ampliam sua prática com os conhecimentos da Medicina Antroposófica, há também outras especialidades: ginecologia, reumatologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria, oncologia; todos em busca de uma renovação de sua prática médica, para a melhoria da qualidade dos tratamentos oferecidos.


Diante de uma doença, o médico antroposófico vai considerar o quadro clínico do paciente - seus sintomas, os dados de anamnese, de exame físico, os subsídios de exames laboratoriais ou por imagem - como qualquer outro médico. Mas também vai pesquisar como está a vitalidade desse paciente, o seu desenvolvimento emocional e como ele tem conduzido sua vida através dos anos, sua história de vida ou biografia.

 

MEDICINA INFORMACIONAL – BIT


O conceito "terapia da informação biofísica" parte do suposto que todos os processos vitais no organismo são de natureza biofísica e se controlam através de um fluxo de informação permanente.


Atrás disso, está a ideia de que a matéria é apenas um aspecto parcial (pequeno) da realidade. Por isso, para uma descrição completa é indispensável o aspecto energético, o qual, segundo Rubbia (Premio Nobel de 1984), é superior à matéria e determina sua estrutura.


Do mesmo modo que a luz pode entender-se como onda ou corpúsculo, a realidade pode entender-se também tanto de modo material (medição, ponderação) como de modo energético.


A ideia básica (em contraposição à medicina padrão) é no sentido de que os sintomas de uma doença são compreendidos como sinais visíveis exteriormente de uma reação de cura que inicia no próprio sistema imunológico, para que o organismo possa liberar-se de uma sobrecarga (por exemplo, uma invasão viral).


As doenças crônicas, segundo a medicina informacional, surgem quando a reação de cura, a causa do esgotamento do sistema imunológico, cessa. Por isso, os sintomas de uma doença não deveriam ser combatidos (como faz a medicina padrão com seus produtos “anti”), mas é preciso favorecer esta tarefa de defensa do organismo.


A doença não se gera no interior da célula do órgão, mas no tecido conjuntivo que a cerca, o qual exerce uma função de enfermeira e, segundo A. Pischinger, denomina-se "matriz" ou "sistema de regulação básica". Aqui ocorrem, devido a cargas de estresse duradouro, transtornos funcionais originados por bloqueios dos circuitos reguladores cibernéticos.


O fluxo de informações sofre uma disfunção, o potencial de carga diminui ou se anula por completo, se da uma falta de ATP (energia). Os biorritmos tornam-se caóticos, há excesso de ácidos o de bases: em resumo, a homeostase se torna gravemente abalada.


Para recorrer a este tipo de medicina, não existem indicações especiais. Em caso de qualquer doença aguda ou crônica, vale a pena tentar um tratamento com a BIT. Ela pode ser empregada isoladamente ou em combinação com outros procedimentos terapêuticos, também da medicina convencional. Isto deve ser decidido em cada caso individual e, dependendo da capacidade de regulação ainda existente no tecido e a funcionalidade do sistema imunológico.


 MEDICINA BIORREGULADORA (HOMOTOXICOLOGIA)


Homotoxicologia pode ser considerada uma variante da homeopatia, apesar de nem todos os homeopatas aceitarem essa corrente como parte do arsenal terapêutico homeopático. Essa corrente foi criada por um médico homeopata alemão, Hans-Heinrich Reckeweg (1905-1985), que nasceu e clinicou em Berlim até meados do século passado.


A proposta do Reckeweg era procurar um campo comum entre a homeopatia e a medicina alopática que despontava então, como novos medicamentos com grande potencial de cura como os antibióticos. Partindo do pressuposto que as doenças são causadas por aquilo que ele chamou de “homotoxinas”, que seriam quaisquer substâncias, sejam próprias ou estranhas ao organismo humano, que gerassem disfunções nas células e sistemas.


Segundo Reckeweg, o surgimento de uma homotoxina gerava três tipos de reação no organismo: eliminação numa fase inicial, seguida de reatividade – uma fase inflamatória; e finalmente a deposição – quando a toxina seria absorvida pelo tecido humano causando alterações mais sérias e persistentes – como o surgimento de uma célula cancerosa.


Reckeweg baseou-se numa pesquisa na época, recentemente divulgada, que relatava um fenômeno conhecido por “hormese”. Esse fenômeno mostra que em concentrações baixas uma substância causa efeitos paradoxalmente contrários aos gerados em concentrações maiores. Não existe ainda explicação lógica para o fenômeno da hormese, mas o fato é que toxicologistas tem re-estudado e comprovado que ele é comum a maioria das substâncias biologicamente ativas. Até hoje o fenômeno da hormese sofre discriminação devido a sua associação com o efeito de medicamentos homeopáticos, mostrando que há uma resistência dos médicos convencionais com novos paradigmas para a ciência médica.


Reckeweg criou muitos novos medicamentos e fundou um laboratório chamando Heel, que existe até hoje em Baden-Baden, na Alemanha. As novas fontes de substâncias para fazer medicamentos homotoxicológicos, propostas pelo cientista, variavam de substâncias secretadas por células (como a histamina – usada para tratar crises alérgicas), passando por enzimas, medicamentos convencionais, metais pesados, toxinas ambientais (como DDT e outros organoclorados) até substâncias retiradas de fungos e bactérias (como a Cândida e o Staphylococcus aureus).


Com isso, ele criou um arsenal de mais de 6 mil novos medicamentos, muitos deles feitos a partir de combinações de novas substâncias e medicamentos clássicos da homeopatia. Estima-se que na Alemanha, onde é muito popular, cerca de 50% dos médicos receitam medicamentos homotoxicológicos, mesmo aqueles de formação “alopática”. Mais de 150 trabalhos científicos foram feitos com homotoxicologia nos últimos anos, sendo uma proporção grande de estudos clínicos.


Pacientes com doenças alérgicas, infecções crônicas ou recorrentes (como herpes), doenças auto-imunes, e intoxicações (como por metais pesados) foram os que mais se beneficiaram da homotoxicologia, conforme os resultados existentes na literatura mundial. Essas são as áreas onde existem mais estudos e também onde o resultado relatado pelos pacientes é mais positivo.


Do ponto de vista homotoxicológico, a doença é produzida pela reação do corpo diante da presença de homotoxinas prejudiciais. O que reconhecemos como sintomas clínicos da doença é o resultado da reação do sistema à ameaça. Isto significa que a doença não é a presença de sintomas por si só, mas que estes somente devem ser vistos como uma demonstração de uma atividade de defesa contínua.


Um tratamento bioterapêutico leva em conta as homotoxinas causadoras da enfermidade e mediante a estimulação do próprio sistema de defesa do corpo, irá atuar sobre as causas reais da doença. A bioterapia sempre é um tratamento regulador e não um tratamento supressor.


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