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Bactérias e Obesidade.

21/07/2017 18:07:44

O desequilíbrio da flora bacteriana pode ser umas das causas da obesidade.


O complexo digestivo do ser humano é composto por trilhões de microorganismos, que formam um vasto ecossistema, denominado de microbiota ou popularmente conhecido como flora intestinal. São elementos essenciais à nossa saúde, justamente porque protegem as mucosas, estimulam o sistema imunológico e auxiliam na degradação dos alimentos em prol do benefício orgânico.


Estes microorganismos também agem na estocagem de energias a nível celular. É justamente neste aspecto que o professor de biologia molecular e farmacologia Jeffrey Gordon da Universidade de Washington em Saint Luiz, nos Estados Unidos, coloca em suspeita que o desequilíbrio da microbiota pode levar ao exagero do acúmulo de energia em forma de gordura, e conduzir uma pessoa ao estado de obesidade.


Segundo Jeffrey Gordon, a microbiota orgânica do ser humano é formada por uma quantidade de 500 a 1.000 espécies de bactérias intestinais que variam com a determinante da quantidade de calorias que cada um armazena.


Portanto, algumas pessoas acumulam mais e outras menos. É justamente nessa diferença que Gordon aborda em seu mais recente trabalho.


O pesquisador e sua equipe compararam as fezes de 12 voluntários obesos, com as de cinco participantes magros. Nas duas turmas já era esperado que a maioria das bactérias presentes nas amostras – cerca de 90% delas – seriam firmicutes e bacteroidetes. Só que – eis a questão – os gorduchos apresentaram cerca de 20% mais de firmicutes do que os voluntários em boa forma. Assim como tinham 90% menos bacteroidetes em relação aos esguios. 


Para confirmar se havia mesmo alguma ligação entre taxas discrepantes e o excesso de peso, os voluntários obesos foram submetidos a uma dieta com baixíssimos níveis de gordura e carboidratos.


Com o regime, perderam em torno de 25% da massa corpórea e – o mais intrigante – as novas medidas pareceram se refletir no exame de fezes. A proporção entre os dois times de bactérias se aproximou da dos magrinhos, ou seja, firmicutes diminuíram e bacterióides aumentaram. Este trabalho foi publicado na revista inglesa Nature.


MICROBIOTA E OBESIDADE


O desequilíbrio da microbiota pode levar ao acúmulo de gordura corporal. Esta pesquisa levanta uma nova perspectiva, porém o mecanismo da ação das bactérias ainda não está claro, segundo as declarações do gastroenterologista Flávio Steinwurz, do Colégio Americano de Gastroenterologia. Uma vez comprovada esta hipótese, poderemos controlar a obesidade pelo controle dos microorganismos da flora intestinal. 


Gordon comprovou também que a mudança de hábitos alimentares altera a nossa microbiota. O consumo de probióticos – alimentos que tem bactérias vivas – principalmente os produtos fermentados “in natura”, quando consumidos regularmente, podem alterar e otimizar a flora bacteriana. 


Acredita-se que as funções endócrinas, associadas aos fatores enzimáticos que agem de forma preponderante no processo metabólico, têm muito a ver com o equilíbrio da microbiota.


TOXINAS E OBESIDADE


O distúrbio do metabolismo e os maus hábitos são agregadores de toxinas no organismo. As restrições sociais impostas pela sociedade moderna nos conduzem a um estilo de vida inadequado, gerando desequilíbrios físicos e emocionais.


É quase impossível não portarmos toxinas. Toxinas são elementos não catabolizados pelo processo metabólico poderiam influenciar a incidência de patologias, como diabetes, hipertensão, problemas renais e distúrbios hepáticos.


A obesidade pode ser um dos fatores mais importantes na geração de toxinas. Quaisquer que sejam os problemas de saúde, o primeiro passo na busca do equilíbrio seria, portanto a prática de desintoxicação.


Posteriormente a mudança de hábitos alimentares, pois o balanceamento alimentar é essencial no controle da obesidade, evitando assim a formação de toxinas. Também é importante lembrar que toxinas são provindas de tudo que o nosso organismo não precisa e que suas defesas não conseguem eliminá-las.


OBESIDADE COMO FRUTO DE INFECÇÃO


Conforme estudos realizados no departamento do Centro de Pesquisa Biomédica de Pennington da Universidade de Louisiana nos Estados Unidos, que estuda as relações entre o ganho excessivo de peso e infecções por vírus, foi anunciada a descoberta de um vírus que pode levar à doença.


Nessa pesquisa, divulgada no periódico especializado The International Jounal of Obesity, o cientista indiano Nikhil Durandhar afirma que o Adenovírus 36, batizado de AD-36, é agregador de gorduras no organismo. 


“Estudos com ratos e aves mostram que o AD-36 causa obesidade. Em tese, o mesmo pode acontecer a seres humanos. Isso foi batizado pelos cientistas como Infectobesidade. Entretanto, ainda não está claro como o microorganismo age nos homens e mulheres. Porém, nas cobaias ficou claro que o vírus aumenta o número de células gordurosas e ainda amplia a sua capacidade de armazenamento”.


O Adenovírus é bastante comum e normalmente é causador de infecções respiratórias. “Ele é muito resistente ao meio ambiente e é transmitido pela respiração ou contato com as secreções de uma pessoa contaminada” explicam os especialistas. Nos Estados Unidos, o Dr. Richard Atkinson fundou a Obetech, empresa que realiza testes para descobrir se há ou não o vírus AD-36.


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