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Acidez do Corpo: Como o pH age na saúde do seu organismo.

21/07/2017 17:12:33

O grau de acidez varia em cada parte do corpo, dependendo da função exercida pelos órgãos – naqueles mais expostos a agressores externos, como a pele e a boca, o pH é mais ácido.


O equilíbrio ácido-base é fundamental para o funcionamento do organismo, que possui mecanismos automáticos para regular essa equação. Alterações nesse processo causam danos graves ao corpo humano. Um dos principais órgãos envolvidos no controle do pH sanguíneo são os rins, que liberam o excesso de ácido.


Dependendo da concentração de íons de hidrogênio, os rins produzem urina mais ácida ou alcalina, regularizando o pH. O nível mínimo, ou seja, mais ácido que a urina pode alcançar é 4,5 ou 5,0.


Outro mecanismo que ajuda a manter o pH do sangue estável são as chamadas soluções “tampão”: o próprio organismo utiliza, em fração de segundos, substâncias como o bicarbonato para neutralizar a acidez que se acumula no sangue e nas células, ou o ácido carbônico, quando o objetivo é regular o excesso de alcalinidade.


O terceiro método de defesa contra alterações bruscas no pH é a excreção de anidrido carbônico, um subproduto do metabolismo do oxigênio. A respiração define o volume dessa substância e, portanto, interfere no pH sanguíneo. Quando o CO2 não é eliminado adequadamente, acumula-se no sangue e reage com a água, aumentando o teor de ácido carbônico. É por isso que a poluição também colabora com o nível de acidez do organismo.


Uma anomalia em qualquer um desses mecanismos gera duas situações: a acidose e a alcalose, que podem ser metabólicas (causadas por um desequilíbrio na produção ou excreção de ácidos e bases pelos rins) ou as respiratórias (causadas por problemas pulmonares). Essas condições levam a quadros gravíssimos.




REGULAÇÃO INTELIGENTE


Tudo isso parece complexo demais para você, e não há necessidade de estudar microbiologia para aprender a equilibrar seu pH: o corpo humano é tão perfeito que faz isso sozinho. Você só precisa garantir um aporte suficiente de nutrientes para que tudo funcione direito.


O pH sanguíneo varia de 7,35 a 7,45, nível necessário para o funcionamento apropriado das células. Os rins são fundamentais para garantir esse equilíbrio, pois eliminam a sobrecarga de ácidos produzidos após o metabolismo celular. Mas esse processo é lento, ao contrário dos outros, e são necessárias horas ou dias até que o pH se normalize.


VARIAÇÕES DE PH


O grau de acidez varia em cada parte do corpo, dependendo da função exercida pelos órgãos. A pele, que ajuda a proteger o corpo de invasores externos, possui um pH mais baixo, ou seja, mais ácido. O mesmo acontece em “portas de entrada” do corpo, como boca e vagina, para que vírus e bactérias não se desenvolvam e ameacem a saúde.


O nível em torno de 5,5 da pele, por exemplo, é fundamental para combater os milhares de micro-organismos com os quais temos contato pelo ar ou ao tocar nas superfícies. É por isso que, a cada dia, surgem novos cosméticos no mercado que se propõem a hidratar e limpar, mas respeitando o pH natural da pele.


No nosso estômago, a acidez deve ser ainda maior, em torno de 1,5. O suco gástrico, formado por ácido clorídrico e enzimas digestivas, tem como função quebrar as moléculas dos alimentos, para que, depois, sejam subtraídos todos os nutrientes deles. O problema é que, dependendo do tipo de alimentação, o nível de acidez pode tornar-se agressivo para a parede do estômago, causando uma inflamação conhecida como gastrite. A bactéria Heliobacter pylorii também colabora para acidificar o ambiente, causando gastrites e úlceras em muita gente.


O pH da urina pode variar bastante, dependendo da “batalha” travada pelos órgãos internos para controlar o excesso de acidez advindo da alimentação. É por isso que muitos especialistas pedem exames de urina para detectar possíveis alterações no equilíbrio ácido-base, bem como para avaliar as perdas de minerais.


O excesso de álcool e a cafeína, por exemplo, podem modificar bastante os resultados, já que promovem a desidratação e fazem os rins trabalharem demais. Os valores considerados mais saudáveis para a urina são os que variam de 6,5 a 7,2. Abaixo disso, indicam que houve excesso de ácidos e, acima, que a alcalinidade predominou.


ESTUDOS CIENTÍFICOS


O bioquímico alemão Otto Heinrich Warburg, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 1931, foi um dos pioneiros no estudo dos processos de oxidação das células, e seu trabalho é citado por grande parte dos estudiosos da dieta alcalina. O cientista foi um dos primeiros a relacionar a alimentação ocidental com a concentração de ácidos e consequente desenvolvimento de doenças como o câncer.


Em um estudo publicado no Journal of Environmental and Public Health, o médico geriatra e pesquisador Gerry Schvvalfenberg, da Universidade de Alberta, no Canadá, faz uma análise profunda sobre os efeitos da carga acidificante da dieta contemporânea para a saúde.


EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE


Veja abaixo como o pH varia em cada parte do corpo:


Fonte: "Coleção Viva Saúde Especial", n°2.


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