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Tireoide vs. Alimentação.

21/07/2017 15:49:17

Problemas na tireoide são cada vez mais comuns. Conheça seus principais distúrbios e formas naturais de equilibrar a tireoide.


Tireoide é uma das maiores glândulas do corpo humano. Toda disfunção nesta estrutura que se localiza logo abaixo do pomo-de-adão no pescoço é sinônimo de distúrbio que afeta o metabolismo. Segundo a endocrinologista Gisah de Carvalho, presidente do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), o desequilíbrio deste sistema afeta praticamente todo o organismo.


A tireoide produz dois hormônios básicos que são Tri-iodotironina (T3) e Tetraiodotironina (T4). O ativador destes hormônios é o TSH produzido pela Hipófise, outra glândula muito importante, situada no cérebro.


O desequilíbrio da tireoide pode levar a duas situações básicas: Hipotireoidismo ou Hipertireoidismo. Pode também ocorrer outra situação que é a tireoidite de Hashimoto que é uma situação da reação autoimune, ou seja, o organismo agride a glândula como se fosse um corpo estranho.  


Quando ocorre a disfunção da tireoide, significa basicamente que o metabolismo está em processo de colapso, ou seja, em maioria dos casos o combustível que movimenta o organismo não está com boa resposta. Principalmente nos casos de hipotireoidismo, o coração bate mais devagar, o intestino não funciona bem, a memória falha, cansa com mais facilidade, o cabelo cai, as unhas enfraquecem, engorda com facilidade, retém mais líquidos, o colesterol desequilibra, pode ocorrer situações de depressão e leva o organismo ao estado anêmico.


Nos casos de hipertireoidismo, que são situações de menor incidência, as reações são diferentes: os batimentos cardíacos são mais acelerados, tem dificuldade para  dormir, tem energia em excesso que culmina em cansaço. Normalmente, a presença de nódulos pode aumentar a produção de hormônios, ou ainda a reposição inadequada de hormônios sintéticos.


Nódulos na tireoide são muito comuns em pessoas que ultrapassam os 45 anos de idade. Segundo a SBEM, 60% dos brasileiros terão o problema em alguma fase da vida. Em maior parte dos achados, ou 95%, é benigna. Normalmente, quando apresentam sinais de malignidade a glândula é retirada.


Os fatores causadores de distúrbios são adversos, porém a prevenção no sentido de promover melhores condições ao desempenho do eixo hipotálamo, hipófise e tireoide, é primordial para evitar os desequilíbrios geradores de desconfortos. 


NUTRIENTES NECESSÁRIOS PARA O DESEMPENHO DA TIREOIDE


COBRE

É um mineral de suma importância para a produção do hormônio TSH na hipófise e manutenção do T4 da tireoide. O T4 auxilia na regulação do colesterol.

Alimentação: Frutos do mar, Ostras, Carnes, Oleaginosas, Feijão, Chlorella, Levedo de Cerveja, Geleia Real, etc.

SELÊNIO

É indispensável para a tireoide por vários motivos. As enzimas presentes no mineral protegem a glândula do stress oxidativo. As proteínas à base de selênio também ajudam a regular a síntese hormonal, facilitando a conversão do T4 em T3. O selênio interfere na regulação dos estoques de iodo.

Alimentação: Castanha do Pará, Semente de Girassol, Gema de ovo, Chlorella, Levedo de Cerveja, Geleia Real, etc.

VITAMINAS DO COMPLEXO B

Dentro das vitaminas do complexo B, as vitaminas B2, B3 e B6, ajudam no metabolismo do hormônio T4 da tireoide.

Alimentação: Levedo de cerveja, ovo, vísceras, arroz integral, Chlorella, Gérmen de trigo, etc.

FERRO

O elemento ferro é o principal condutor de oxigênio na circulação sanguínea. A sua falta leva a debilidade cerebral, e em consequência a disfunção do hipotálamo e da hipófise. Normalmente a disfunção da tireoide provém do distúrbio da hipófise. O mérito de ferro está no metabolismo da conversão do T4 em T3.

Alimentação: carnes, Vísceras, Espinafre, Lentilha, Chlorella, Levedo de Cerveja, etc.

VITAMINA A

Importante na modulação da glândula tireoide, pelo fato de influenciar na produção do TSH da hipófise. Estudos sugerem que deficiência desta vitamina pode causar a hipertrofia da tireoide e reduzir a captação do iodo e prejudicar a síntese do T3 e do T4. Assim, juntamente com as vitaminas C, E, Selênio e o Iodo, são coadjuvantes no combate ao stress oxidativo.

Alimentação: Aspargo, brócolis, espinafre, cenoura, Chlorella, Levedo de Cerveja, etc.

ZINCO

Segundo pesquisas, a deficiência do zinco pode levar ao desequilíbrio, seja no sentido Hipotireoidismo ou Hipertireoidismo. Portanto, o elemento zinco tem ação complexa e age no equilíbrio da tireoide.

Alimentação: Carne, ostras, carne de cordeiro, oleaginosas, algas marinhas, Chlorella, Levedo de Cerveja, Geleia real, cogumelos, etc.

ALGAS MARINHAS COMO A MELHOR FORMA DE REPOR O IODO

Sendo mais comuns na culinária asiática, as algas como kelp, nori, kombu e wakame, são consideradas as fontes mais ricas em iodo. Todas podem ser consumidas diariamente, em sopas ou outras formas e alimentação. Estes alimentos contêm outros minerais que ajudam no metabolismo do iodo.




ALERTA IMPORTANTE!

A deficiência de iodo é um problema de saúde pública mundial, sendo a causa mais comum de dano cerebral evitável em recém nascidos. O bócio endêmico e o cretinismo são distúrbios por deficiência do iodo (DDI) mais conhecidos, e as suas consequências geram grande impacto social e econômico. A alimentação rica em algas e peixes fez do Japão um dos países com menor índices da doença. Mas regiões que ficam distantes do mar, os níveis se tornaram alarmantes. Isto levou a decisão de adicionar iodo ao sal de cozinha em diversas partes do mundo, sendo uma das formas mais baratas de garantir o consumo. Segundo a Organização da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), no Brasil, em 1955, quase 21% das crianças em idade escolar apresentavam bócio endêmico, número que caiu para 1,4% em 2000, devido ao consumo do sal iodado. Quem não gosta de produtos refinados deve caprichar nos peixes de água salgada, frutos do mar. É bom lembrar que os nutrientes existentes nos alimentos naturais são superiores, pois já vem equilibrados (quelados) com outros elementos de suas necessidades, contudo, suplementar é sempre importante. 


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