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DHA (Ácido graxo docosahexaenóico).

21/07/2017 15:42:16

Conheça o alimento natural para a preservação da memória e da visão.


Cerca de 65% do cérebro é formado por gorduras, sendo o ácido graxo docosahexaenóico (DHA) um dos principais constituintes. Considera-se por isso que o DHA seja realmente o alimento do cérebro, o qual também ajuda a formar a retina do olho.


Desta forma, os cientistas da Universidade de Bristol na Inglaterra, após analisar a visão de mais de 400 crianças de três anos,  e que eram provenientes das gestantes que consumiam regularmente óleo de peixe que contém DHA, verificaram que as crianças tinham superior desenvolvimento visual. Da mesma forma, cientistas australianos também concluíram que o consumo regular de peixe auxiliava na manutenção de olhos saudáveis.


Ao longo da última década, numerosas experiências realizadas em vários países referentes ao uso dos ácidos graxos da linha Ômega–3 foram divulgadas como importantes pesquisas médicas em revistas de credibilidade, tais como “Lancet”, “New England of Medicine” e outras.


BENEFÍCIOS NO CONSUMO DE ÁCIDOS GRAXOS


O uso constante de ácidos graxos da linha Ômega-3, que tem como base na sua composição o EPA (eicosapentaenóico) e DHA (docosahexaenóico), proporcionam os seguintes benefícios:


  • Diminuição da agregação plaquetária, evitando coágulos;
  • Prevenção de infartos do miocárdio e formação de aterosclerose;
  • Redução do colesterol negativo e triglicérides;
  • Evita a hipertensão e otimiza os distúrbios correlatos;
  • Atenua os estados inflamatórios das artrites reumatóides;
  • Alivia problemas de pele, tais como eczemas e psoríases;
  • Otimiza a viscosidade do sangue, melhorando a oxigenação celular;
  • Torna a célula cerebral maleável, facilitando as sinapses (transmissão e recepção nervosa);
  • Melhora a capacidade de aprendizado e memorização;
  • Excelente coadjuvante nos períodos de gestação e amamentação;
  • Potencializa os índices de raciocínio e concentração;
  • Ativa o nervo ótico e a retina, melhorando a acuidade visual;
  • Eficaz contra a febre do feno (rinites e fatores alérgicos);
  • Minimiza os problemas de tonturas e zumbidos no ouvido; 
  • Alivia os sintomas negativos da disfunção endócrina, principalmente no climatério e pós menopausa, bem como na andropausa.

 COMPROVAÇÕES


  • O Dr. Kazuyoshi Yazawa, pesquisador sub-chefe do Laboratório Central de Pesquisas Químicas de Sagami – Japão, constatou nítida diferença no aprendizado, em sua experiência no laboratório. Ele verificou que 100% dos ratos alimentados com ração contendo DHA, atingiram o objetivo-alvo em um labirinto, enquanto que somente 30% dos ratos alimentados com ração normal, alcançaram o mesmo objetivo.
  • O Instituto de Geriatria do Hospital da PUC/POA – RS realizou um trabalho científico, por meio dos Drs. Newton L. Terra, R. O. Elthers Y. Moriguchi, com a utilização do DHA para tratamento da aterosclerose, indiscutivelmente a doença mais temida na geriatria. Como resultado observou-se a melhora clínica de todos os pacientes, com um melhor fluxo sanguíneo e diminuição dos lipídios prejudiciais no sangue. A conclusão científica foi divulgada em meios de interesse geriátrico.
  • Os esquimós da Groelândia que tem base na alimentação marinha e por sua vez rica em ácidos graxos Ômega-3, desconhecem problemas cardiovasculares, sendo um dos povos mais saudáveis neste aspecto. Também, nestes povos, são raríssimos os casos de artrite reumatóide, doenças de pele, diabetes, assim como a obesidade.

FONTES, CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS


É importante fazer a escolha do produto conforme a sua necessidade, pois todos os Ômega-3 possuem EPA e DHA, porém em proporções distintas, promovendo portanto benefícios diferenciados:




ALIMENTOS ENRIQUECIDOS E FUNCIONAIS


A crescente preocupação com a saúde, sendo o segundo assunto mais procurado depois do sexo na internet, tem levado o mercado consumidor a pagar mais por alimentos que ofereçam mais vantagens.


No mundo inteiro, a incidência de alimentos enriquecidos com fatores benéficos, tais como vitaminas, sais minerais, aminoácidos e por último, os ácidos graxos como o Ômega-3, DHA, etc. surgem com muita força. É certo que estes alimentos se somam aos benefícios, porém não podemos nos iludir que as quantidades constantes nas embalagens, atendam as necessidades orgânicas. Por exemplo, para atender a necessidade mínima diária de Ômega-3, através do leite que tem esta substância, teríamos que consumir em torno de 03 litros diários e em termos terapêuticos, de 06 a 10 litros, o que seria inviável e prejudicial em contrapartida, pela gordura existente no leite.


No caso do Ômega-3 ou mais especificamente o DHA, a forma mais prática seria a suplementação por meio de cápsulas, que existem com facilidade no mercado, porém sempre cuidando a sua origem e de preferência com certificado de garantia.


A manutenção de ácidos graxos por meio de consumo de peixes, também seria possível, porém teríamos que consumi-los diariamente em torno de 300 gramas. Esta prática é a mais cara e é mais difícil, pois teríamos que comer peixes todos os dias, e no mais, os peixes ricos em Ômega-3 e mais especificamente DHA, tais como Atum, Salmão, Arenque, Bonito ou Bacalhau, além de onerosos, tem o risco da qualidade.


Em forma de cápsulas gelatinosas, normalmente são encontradas nas quantidades de 230mg e 500mg. Um adulto deve consumir em torno de 1.000 a 2.000 miligramas por dia, como preventivo. Na terapêutica, as quantidades devem ser no mínimo dobradas. O consumo em forma de cápsulas é a mais econômica.


Como sugestão, a forma ideal para garantirmos o nível de Ômega-3 ou mais especificamente o DHA, é consumir peixes marinhos de águas frias, pelo menos duas vezes por semana e também diariamente cápsulas concentradas conforme a sua necessidade.


CONCLUSÃO


Lembre que o nosso cérebro é ávido por Ômega-3 e mais especificamente por DHA. A carência desta substância no avançar da idade é fonte causadora da queda do desempenho cerebral, portanto, afeta a eficiência do sistema nervoso que depende de impulsos elétricos, e o sistema endócrino que depende de hormônios. Por isso, a manutenção ou a revitalização das funções cerebrais requer o consumo regular dos ácidos graxos, além de uma prática saudável dos hábitos alimentares e um bom estilo de vida.


Lembre também que as informações contidas neste artigo, não dispensa uma orientação criteriosa de um profissional de saúde devidamente habilitado, para que o seu investimento seja economicamente rentável, assim promovendo saúde com felicidade.


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